Agência Estado

B2W prevê recuperação do tíquete médio nos próximos trimestres

Sex, 06 Nov, 01h37

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da B2W, Timótheo Barros, disse há pouco, em teleconferência com analistas, que prevê uma recuperação do tíquete médio dos produtos vendidos nos sites da companhia no próximo trimestre. Segundo ele, o tíquete médio recuou no terceiro trimestre pela maior "agressividade comercial" e pela deflação de alguns bens duráveis, como informática e os beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à linha branca.

Questionado pelos analistas sobre as estratégias para enfrentar a concorrência nas vendas de Natal, o executivo destacou que a companhia pretende ampliar os prazos de parcelamento aos clientes e continuar fazendo uma precificação mais agressiva. "Até 2008 não tínhamos uma competição tão acirrada. Mas os concorrentes não vão ter moleza", afirmou. A partir do final de 2008, o Wal-Mart iniciou suas operações de e-commerce, em fevereiro de 2009 foi a vez da Casas Bahia e está prevista para janeiro de 2010 a entrada do Carrefour.

Barros salientou que prevê uma constante diluição das despesas com vendas até o final de 2010, quando está prevista a completa integração entre os centros de distribuição da Americanas.com e Submarino, as duas empresas que formam a B2W. Segundo ele, parte das despesas com vendas que subiram 22% no terceiro trimestre foram originárias de gastos não recorrentes do processo em andamento de migração, que chegou a estar previsto para acontecer este ano, mas que em razão da preservação de caixa frente a crise financeira internacional foi adiado.

Segundo ele, o fluxo de pedidos do final de ano também proporcionará uma ampliação da diluição das despesas com vendas, que subiu no terceiro trimestre também pelo aumento de 38% na quantidade de pedidos vendidos, em função do aumento da visitação, de conversão e de novos clientes. Para 2010, o executivo informou que o capex deverá superar o de 2009, mas não deu detalhes dos valores dos aportes.

Barros destacou ainda que a companhia pretende prospectar novos negócios no México, aproveitando o início da operação prevista para novembro da Ingresso.com na capital mexicana. Conforme ele, a entrada no país foi realizada a partir de uma parceria com o Cinemark. "Agora que estamos no México, vamos começar a procurar por novos parceiros", disse. Segundo ele, cerca de três pessoas serão enviadas ao México para "replicar a cultura" da empresa naquele país.

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