Sex, 06 Nov, 06h32
Teerã, 6 nov (EFE).- A Guarda Revolucionária iraniana acusou hoje o Paquistão de ter posto em liberdade o líder do grupo extremista sunita Jundullah, Abdul-Malek Rigi, apenas um mês antes de a organização perpetrar um sangrento atentado suicida na fronteira entre os dois países.
Em declarações divulgadas hoje pela televisão estatal, o subcomandate do corpo de elite do Exército iraniano, o general Hussein Salami, reiterou, além disso, que os serviços secretos paquistaneses apoiam este grupo.
"Abdul-Malek Rigi foi detido no dia 26 de setembro na parte paquistanesa da região de Baluchistão. Mas foi posto em liberdade apenas uma hora depois graças à intervenção dos serviços de Inteligência paquistaneses", afirmou.
"É possível que esta pessoa possa se movimentar livremente se não conta com a proteção dos serviços secretos?", se perguntou o militar iraniano.
O Jundullah, grupo vinculado tanto com a rede terrorista internacional Al Qaeda quanto com o movimento radical afegão Talibã, assumiu no dia 18 a autoria de um atentado suicida que tirou a vida de 42 pessoas na conflituosa província iraniana de Sistan-Baluchistão, fronteiriça com o Paquistão e o Afeganistão.
No massacre, 15 guardas revolucionários morreram, entre eles dois altos comandantes do corpo. EFE
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