Sáb, 07 Nov, 03h46
Adis-Abeba, 6 nov (EFE).- A União Africana (UA) anunciou hoje sanções contra os líderes da Junta Militar da Guiné, "que se recusaram a reinstaurar a ordem constitucional" no páis após o golpe de Estado de dezembro do ano passado.
Segundo o comissário do Conselho de Paz e Segurança da organização, Ramtane Lamamra, a "África impôs sanções contra cerca de dez pessoas da Guiné que se opõem a reinstaurar a ordem constitucional".
A UA pediu a todos os Estados que fazem parte da organização, à ONU e à União Europeia (UE) que impeçam a entrada em seu território de membros da Junta Militar e que congelem os bens que estas pessoas possam ter em outros países.
"A lista de líderes guineanos sancionados foi enviada a todos os Estados que integram a UA, ao Conselho de Segurança da ONU e à UE, para que possamos coordenar nossas posições e levar a cabo medidas apropriadas", afirmou Lamamra em entrevista coletiva.
As sanções da UA são impostas depois das 160 mortes registradas na violenta repressão de setembro contra uma manifestação em Conacri que exigia que o capitão golpista Moussa Dadis Camara não se apresentasse às eleições presidenciais previstas para janeiro. EFE
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