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'Cazuza foi um dos grandes amores da minha vida', diz Ney Matogrosso

Ter, 13 Mai, 10h36

Por Te Contei!


Sem vergonha das rugas e dos efeitos da idade, Ney Matogrosso ainda simboliza, aos 66 anos, as máximas do rock'n roll: atitude, provocação e quadris.

Em entrevista à revista Rolling Stone deste mês, o cantor abriu o peito para falar sobre absolutamente tudo: drogas, homossexualismo, a relação conflituosa com o pai, AIDS e reviu seu namoro com Cazuza.

"Ele foi um dos três grandes amores da minha vida. Eu tinha muito medo de relacionamentos. Com ele vi que era possível um relacionamento além do sexo",conta.

Por incrível que pareça, Ney tomou conhecimento sobre o homossexualismo na Igreja Católica, quando fez a Primeira Comunhão.

"Ao me confessar, o padre logo perguntou: 'Você já fez saliência com as meninas?' Eu disse que não e ele emendou: 'E com meninos?' Então me perguntei 'E pode?'. Não sei porque ele me perguntou isso. Ele devia perguntar para todos os meninos", reflete Ney.

A opção sexual o deixou com a certeza de que era soropositivo na primeira vez em que fez o exame de HIV: "Eu tinha passado pela mão de vários que estavam doentes. Quando deu negativo, eu pedi a vários médicos uma explicação. Não tem".

Se foi na Igreja que ele soube (mesmo que indiretamente) do homossexualismo, foi na Aeronáutica que Ney conheceu a maconha. "Era pra dar larica, todo mundo fumava pra conseguir comer, porque a comida era horrível", diz.

No serviço militar, porém, experimentou apenas uma vez. Mesmo tendo dito que não fumaria mais, acabou se rendendo aos efeitos reflexivos da erva e de drogas alucinógenas.

"Sempre usei droga para abrir minha percepção. Quando tem uma dúvida, uso maconha como terapia. E aí aflora, porque a resposta está dentro de mim", finalizou.

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