Qua, 11 Jun, 06h14
Por Rodrigo Martin de Macedo
O psiquiatra norte-americano Jerald Block, especializado em lidar com vício em videogames, afirmou que o vício em pornografia é mais bem aceito que o vício em jogos como o World of Warcraft.
Segundo o site CVG, o doutor explicou que os pacientes sentem muita vergonha quando revelam que são viciados ou mesmo aficionados em jogos de computador. A maioria deles sente um desconforto bem menor - e alguns não sentem desconforto algum - quando revelam que apreciam pornografia. Isso acontece porque a pornografia é mais bem aceita socialmente.
"Nós, membros da sociedade, aceitamos a pornografia como algo a que as pessoas assistem normalmente. [Quando a coisa foge do controle e vira vício], você pode consultar com um psiquiatra para se tratar", afirmou em entrevista ao jornal The Boston Globe, completando que o vício em jogo é bem mais difícil de explicar para amigos.
Para o especialista, um erro é cometido ao investigar apenas a audiência jovem em estudos, já que o público principal destes jogos possui em média 30 anos. Embora as crianças e adolescentes se sintam mais à vontade para falar sobre sua paixão por jogos e de admitir que estejam viciadas, adultos costumam manter segredo sobre seus problemas psicológicos.
Brock afirma que o que as pessoas precisam se perguntar é como elas lidariam com uma falha de disco rígido. O especialista diz que o uso de 15 horas diária no computador cria laços entre usuário e máquina. Para exemplificar, citou o Seung-Hui Cho, o atirador da universidade Virginia Tech: Cho usou seu último momento de liberdade para destruir seu disco rígido. O fato aponta para uma possível nova variável nos estudos psiquiátricos: atos e revoltas contra seu próprio computador são relevante na psiquè humana moderna.
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