Dom, 13 Jul, 10h27
Por Régis Tadeu*
1) "LAS PALABRAS DE AMOR" - Queen (do disco Hot Space, de 1982)
"Como disse o Coronel Kurtz em Apocalyse Now, 'o horror, o horror'... Ainda hoje, é inexplicável como um ótimo grupo como o Queen foi capaz de cometer tamanha barbaridade, uma das canções mais estúpidas e cretinas já gravadas na face da Terra desde que um homem das cavernas começou a batucar com um pedaço de osso. Como se não bastasse a letra ridícula e pseudoromântica, os caras ainda colocaram como moldura sonora uma melodia mais fraca que café de orfanato. 'O horror, o horror'..."
2) "THE FINAL COUNTDOWN" - Europe (do disco The Final Countdown, de 1987)
"O teclado no início desta aberração já significava que boa coisa não poderia surgir. Dito e feito: o que se ouve a seguir é uma dos mais canhestros exemplos de como o rock havia virado uma coisa tão perigosa quanto um ataque de joaninhas. Vocais afetados, letra primária e um riff que tentava injetar um acento épico fizeram deste troço um daqueles momentos de ojeriza coletiva, que eu um novo sentido ao termo 'patético'. Ainda bem que o grunge surgiu e varreu para a lata do lixo bandas como esta".
3) "OB-LA-DI, OB-LA-DA" - Beatles (do disco White Album, de 1968)
"Sim, até mesmo eles tiveram o seu momento de fraqueza - e bota fraqueza nisso! Não se sabe o que os Beatles tentaram fazer aqui - um ska com cara de reggae ou o contrário -, mas é certo que esta canção é constrangedora até a medula. O engraçado é que muita gente que não manja nada a respeito de música acha que tal aberração é sinônimo de alegria, chegando inclusive ao ato terrorista de cantá-la em público. Credo!"
4) "HOT DOG" - Led Zeppelin (do disco In Through the Outdoor, de 1979)
"Das duas, uma: ou a banda resolveu tirar um sarro das caras dos fãs ou todo mundo ali passou muito tempo fumando maconha e assistindo filmes de faroeste na TV. Porque não é possível crer que um grupo como o Led Zeppelin tenha feito esta espécie de 'tema para um bangue-bangue de circo de interior'. Sem a menor noção do que é um country, o quarteto tratou de avacalhar a si próprio, como se estivesse colocando em prática uma estratégia interessante e eficiente: provocar ataques de vômitos em seus fãs. Ouvir 'Hot Dog' é tão saboroso quanto ingerir um milk shake de sardinha".
5) "FOLLOW YOU, FOLLOW ME" - Genesis (do disco And Then There Were Three, de 1978)
"A saída de Peter Gabriel já tinha sido uma facada no peito da qualidade musical da banda, que até conseguiu assimilar o golpe com dois discos bem legais - A Trick of the Tail e Wind & Wuthering, já apresentando uma pegada mais pop. Só que o ávido desejo por dinheiro a qualquer custo fez com que Phil Collins assumisse as rédeas da banda e impusesse sua veia mais comercial, exemplificada neste verdadeiro 'samba-do-crioulo-doido'. Esta canção tem 100% de aproveitamento zero: tudo é péssimo. Do arranjo aos timbres dos instrumentos, da letra medíocre ao ritmo tão suingado quanto o andar de uma gaivota atropelada, nada funcionou aqui".
![]() | *Régis Tadeu é editor das revistas Cover Guitar, Batera e Percursão, Cover Baixo, editor-chefe da editora HMP e ficou conhecido por quebrar CDs ruins no programa Superpop |
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