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Paulistanos nem sentiram o Dia Mundial Sem Carro

Ter, 23 Set, 09h53

Por Yahoo! Notícias


Em 2007 o Dia Mundial Sem Carro caiu em um sábado, dia em que menos trabalhadores saem às ruas, e os paulistanos acabaram sem poder medir o nível de adesão ao movimento. Este ano, a segunda-feira poderia funcionar como um bom termômetro do engajamento dos motoristas, mas a realidade mostrou que ainda é difícil para os motoristas deixarem o automóvel em casa. Pela manhã o trânsito ainda esteve abaixo da média em São Paulo. Segundo a CET, às 9h o índice de engarrafamento era de 9%, quando normalmente oscila entre 10.7% e 15,7% nas vias monitoradas, no mesmo horário. No entanto, no período da tarde, 17,15% das ruas já apresentavam problemas de excesso de veículos. O trânsito ficou dentro da média na cidade, ou seja, o mesmo pesadelo do dia-a-dia.

A data, que soa como um manifesto, tem o intuito de alertar as pessoas para os problemas causados pelo uso massivo dos automóveis nas grandes cidades. Pelo mundo afora, o World Carfree Day (como a data é conhecida em inglês) foi inicialmente celebrada por algumas cidades européias durante a crise do petróleo nos anos 70. Oficialmente, o dia foi instituído em 2000, durante a Jornada Internacional "In Town Without My Car" (Na Cidade, Sem Meu Carro), que reuniu 760 municípios e foi organizada pela União Européia. Desde então, a mobilização só cresceu. Este ano, 32 municípios brasileiros e 1.776 cidades de todo o mundo aderiram.

Os principais candidatos à Prefeitura da capital paulista foram de ônibus ao encontro para discutir trânsito e transporte promovido pelo Movimento Nossa São Paulo. Marta Suplicy, do PT, Geraldo Alckmin, do PSDB, e o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), chegaram ao evento a pé, após descerem em pontos de ônibus nos arredores do Sesc Consolação, no centro da cidade.


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