Agência Estado

GVT: Vivendi vai turbinar nossos negócios, diz presidente

Qua, 09 Set, 08h01

O presidente da GVT, Amos Genish, avaliou há pouco que a possível aquisição do controle acionário da operadora pela Vivendi tem condições de acelerar seus planos de expansão e fortalecer os negócios da companhia telefônica. "Vai turbinar nosso negócio", comentou o executivo, ao assinalar, por exemplo, que a experiência da Vivendi com produção e distribuição de conteúdo pode favorecer o plano da GVT de oferecer televisão por assinatura sobre banda larga (IPTV).

A Vivendi fez seu "dever de casa" antes de definir a proposta pela GVT, observou Genish, e chegou a este estágio com bastante conhecimento sobre a operadora. Outra área que pode agregar sinergia à GVT é a experiência da Vivendi com telefonia celular, disse Genish. A companhia controla a SFR, segunda maior operadora móvel da França. A GVT já manifestou interesse em ofertar o serviço aos atuais clientes de telefonia fixa na modalidade de MVNO (operadora móvel virtual), o que depende de regulamentação do serviço pela Anatel.

Questionado sobre o efeito da entrada do novo competidor no mercado brasileiro de telecomunicações, Genish avaliou que, com a associação das duas empresas, a operadora terá condições de ganhar market share mais rápido. Ele lembrou que a GVT planeja operar nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro em 2010.

Sobre o preço de oferta da operação, de R$ 42,00 por ação, Genish considerou que a proposta é "muito justa" e disse que a avaliação foi baseada no cálculo do fluxo de caixa descontado. Em sua visão, o negócio será positivo tanto para o acionista que deseja vender seu papel agora como para aquele que quer permanecer com a posição no longo prazo, pois a GVT manterá ações listadas na Bovespa.

O executivo avaliou que a Anatel não deve colocar empecilhos à aprovação da operação. Ele ressaltou que a Vivendi não tem participações cruzadas com outras empresas do setor no mercado brasileiro, já que é um novo investidor que chega ao País. A proposta prevê um mínimo de aceitação da oferta de 51% das ações em circulação no mercado para que a posição possa ser consolidada no balanço da Vivendi, explicou ele.

Genish disse que, do ponto de vista operacional, não haverá mudanças na GVT, que irá manter sua "autonomia". O desfecho da operação está previsto até o final do ano, mas o executivo estimou que pode eventualmente ser concluído antes. "O time line no contrato é até o final do ano", observou.

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