Qui, 12 Jun, 12h30
O consumidor brasileiro terá duas opções para comprar o iPhone, da Apple. A Vivo, maior empresa de celulares do País, anunciou ontem que a Telefônica, uma de suas controladoras, fechou um acordo para distribuir o aparelho em 15 países, sendo 11 da América Latina, incluindo o Brasil. A concorrente Claro, da mexicana América Móvil, também tem um acordo para vender o iPhone no Brasil, anunciado mês passado.
Deve haver agora uma corrida para ver quem traz o iPhone primeiro. A Vivo prometeu o aparelho "para os próximos meses" e a Claro, para "até o fim do ano". A Telefônica lançou o iPhone no Reino Unido em dezembro, por meio de sua subsidiária O2, e em março na Irlanda. Segundo a companhia, os usuários do aparelho têm garantido receita média mensal 30% superior aos clientes com outros aparelhos
"Temos verificado um consistente aumento da utilização de dados em nossa base", afirmou o presidente da Vivo, Roberto Lima, em comunicado. "A introdução do iPhone será um estímulo adicional importante para o acesso a esses serviços." Segundo a Vivo, sua receita com dados e serviços de valor adicionado cresceu 47% no primeiro trimestre, comparada com o mesmo período do ano passado.
Na segunda-feira, Steve Jobs, presidente da Apple, anunciou nos Estados Unidos o lançamento de uma nova versão do iPhone, com conexão mais rápida em tecnologia celular de terceira geração (3G). O aparelho também é mais barato (com metade do preço da versão original) e vem equipado com sistema de localização via satélite (GPS, na sigla em inglês).
A queda do preço deve ajudar a massificar o iPhone, que vinha sendo visto até agora como um aparelho caro. A Apple também lançou um pacote de serviços que torna o equipamento mais atraente para o público corporativo, colocando mais pressão em concorrentes como a Research In Motion (RIM), que fabrica o Blackberry, e a Nokia.
Um novo serviço, chamado MobileMe, irá enviar automaticamente mensagens de correio eletrônico e outras informações para os iPhones, assim como faz o servidor de e-mail Exchange, da Microsoft. O serviço, que será cobrado, também oferecerá aplicações de internet para oferecer ao aparelho recursos mais parecidos com os do computador de mesa.
O iPhone 3G chegará ao mercado em 11 de julho. É essa a data para os Estados Unidos, para a Espanha (sede da Telefônica) e para o México (sede da América Móvil), entre outros países, mas não para o Brasil. A primeira versão do iPhone nunca foi vendida na Espanha. A Telefónica não chegou a um acordo para vender o iPhone no México, mas continua tentando, disse um porta-voz da empresa à agência Dow Jones.
Os acordos internacionais, sem cláusula de exclusividade, fazem parte da estratégia da Apple de atingir a marca de 10 milhões de iPhones vendidos em 2008. Nos Estados Unidos, existe um contratos de exclusividade com a AT&T. Os únicos grandes mercados mundiais que ainda não contam com acordos de distribuição são a Rússia e a China.
Apesar de ainda não ter distribuição oficial, é fácil comprar um iPhone no Brasil. Na internet, ele tem preços a partir de R$ 1,3 mil. Lojas na Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, vendem o aparelho. Também existem empresas especializadas em desbloquear o iPhone importado e que vendem assistência (não oficial) ao usuários brasileiros.
A América Móvil, dona da Claro, e a Telefónica, que possui metade da Vivo, brigam pelo domínio do mercado latino-americano de telefonia celular. O grupo mexicano tem 159 milhões de usuários na região, e o espanhol, 102 milhões. As informações são do O Estado de S. Paulo
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