Ter, 16 Jun, 05h23
Os dois maiores fabricantes de celulares do mundo, Nokia e Samsung, lançaram ontem novos modelos, com características comparáveis ao iPhone, da Apple, e ao Pre, da Palm, e preços atrativos. As vendas mundiais de celulares devem cair cerca de 10% este ano, por causa da queda na demanda provocada pela recessão, mas o mercado dos chamados smartphones tem expectativa de alta de 10% a 20%.
"A demanda do consumidor por aparelhos com mais capacidade parece estar se acelerando, apesar da situação ruim da economia", disse Ben Wood, diretor de Pesquisas da CCS Insight. "A Samsung e a Nokia adotaram uma estratégia inteligente ao oferecer esse tipo de produto a preços mais acessíveis."
A finlandesa Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, lançou três aparelhos ontem, incluindo um novo modelo com tela sensível ao toque, chamado 5530 Xpressmusic, que custa 199 (US$ 280), antes de subsídios e impostos, e começa a ser vendido no próximo trimestre.
A Samsung anunciou também ontem seu modelo Jet, que inclui tela sensível ao toque e um processador que aumenta a velocidade de navegação na internet. A Samsung não revelou o preço, mas analistas afirmam que ele é comparável à maioria dos modelos médios.
O novo iPhone, lançado na semana passada pela Apple, tem preços de US$ 199 e US$ 299, dependendo do modelo, atrelados a um plano de dois anos com a AT&T, nos Estados Unidos. O Palm Pre custa US$ 199, também com um contrato de dois anos, o que significa subsídio da operadora.
Os fabricantes de celulares enfrentaram o pior trimestre de sua história entre janeiro e março deste ano, com uma queda de 14% do mercado sobre o mesmo período de 2008. A Nokia divulgou, pela primeira vez desde a sua criação, um prejuízo trimestral antes dos impostos. Muitas empresas e analistas acreditam que o pior já ficou para trás, pois a queda teve como causa o estoque grande de aparelhos antigos nos varejistas, mas são poucos os que já identificaram melhora na demanda.
Lee Donjoo, responsável por Vendas e Marketing da Unidade Móvel da Samsung, disse estar esperançoso de que as vendas caiam de 8% a 9% este ano, um pouco menos que a expectativa oficial da empresa, de uma queda de 10%. "Não vejo nenhum aumento especial da demanda no segundo semestre", disse o executivo. "Mesmo assim, há um pequeno sinal de recuperação na economia em geral. Espero que a indústria do celular também se recupere logo." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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