Agência Estado

Oi: empréstimo com bancos privados terá taxas como as do BB

Qui, 17 Jul, 05h17

O diretor de Finanças e Relações com Investidores da concessionária de telefonia Oi, José Luis Salazar, informou à Agência Estado que a segunda tranche de empréstimos no mercado financeiro para a compra da Brasil Telecom terá custo final muito semelhante ao da operação anunciada ontem pelo Banco do Brasil. Segundo ele, no momento em que a empresa concluir as negociações com o Bradesco, Itaú e Santander ficará explícito que a operação com o BB não representou um favorecimento à Oi. Ontem, a empresa anunciou que fechou com o BB um empréstimo de R$ 4,3 bilhões em oito anos com juros equivalentes à variação do CDI acrescido de 1,30% anual. A operação com Bradesco, Itaú e Santander deve ser anunciada no próximo mês.

Salazar diz que as linhas de crédito do BB e dos bancos comerciais são competitivas do ponto de vista de custo. "Quando você compara as duas operações, temos custos parecidos e absolutamente compatíveis com o praticado no mercado atualmente", disse.

Na operação que será anunciada em agosto, o custo final acertado entre os bancos e a Oi é semelhante, afirma. Se houver alguma diferença na taxa apresentada, será explicada pela ausência do IOF na operação com o grupo de bancos privados, que está sendo feita com notas promissórias, isentas do imposto. "A composição é diferente, mas são compatíveis", reforça. A operação com o BB foi feita com cédulas de crédito bancário, que têm a incidência de IOF.

Salazar informou ainda que a forma de uma terceira tranche do empréstimo para a compra da Brasil Telecom ainda não foi definida. Segundo ele, há várias opções, inclusive a alternativa do mercado externo para a captação dos recursos. Entre as possibilidades, o diretor de Finanças e RI da Oi citou a chance de uma nova operação interna, emissão de bônus no mercado externo ou empréstimo com grupo de bancos estrangeiros.

Salazar não descartou até mesmo a possibilidade de uma nova operação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Após anunciarmos a segunda parte do empréstimo em agosto, começaremos a estudar as possibilidades", afirma. Com a chance de captação de recursos no mercado externo, a terceira fase do empréstimo deverá ser concluída apenas após o fim das férias de verão no Hemisfério Norte, período em que o mercado de capitais costuma ficar menos atrativo nessa região.

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