BR Press

Lua Nova arrasa

Qua, 18 Nov, 11h39

Cinema - Lua Nova arrasa e provoca suspiros, tensão e lágrimas. (BR Press) - Quem acompanha a saga de Stephenie Meyer lançada no cinema em 2008 certamente se lembra da contradição gigantesca que envolvia Crepúsculo (Twilight, EUA, 2008): a paixão que o filme despertou, assim como a obra literária, em praticamente todos os adolescentes do mundo (incluindo alguns crescidinhos também), e a posição da grande maioria dos críticos de cinema - que detestou o filme.

O fato se deu, basicamente, porque Crepúsculo apresentou uma produção bastante inferior ao que poderia ter sido feito - ou inferior em relação às expectativas e ao frisson que causou. Os efeitos duvidosos, a superficialidade da história, a atuação dos personagens... Tudo isso fez com que a crítica não perdoasse.

Mas e a proposta principal? Ora, a proposta principal foi completamente superada, dado que o público alvo não se apegou a esses detalhes e simplesmente se entregou à história de amor que Catherine Hardwicke dirigiu. E a fórmula deu certo, calando muitas bocas. E para calar ainda mais as mesmas bocas (que devem agora, provavelmente, repensar suas opiniões), A Saga de Crepúsculo: Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, EUA, 2009), o segundo capítulo sequencial da bem sucedida série, está descaradamente mais superior do que o primeiro, em termos de produção artística, efeitos especiais e detalhes gerais.

Em Lua Nova, o elo entre Bella Swan (Kristen Stewart) e Alice Cullen (Ashley Greene), irmã de Edward (Robert Pattinson), é muito mais presente, assim como no livro. E a ligação entre elas é a chave principal para que a história de desenvolva - afinal, mesmo que em pensamento e à distância, é nessa amizade que Bella virtualmente se conforta para tentar lidar com a depressão que enfrenta devido ao abandono por Edward, em seu 18º. aniversário.

Correspondência

Diariamente, Bella escreve e-mails à Alice (que retornam devido ao remetente inexistente), contando cada um de seus dias e cada um de seus novos sentimentos à grande amiga. E dentre estes e-mails, ela revela que um novo grau de interesse surge por Jacob Black (Taylor Lautner) - o amigo mais presente que ela pode contar, seu interesse repentino por adrenalina e emoções fortes (que fazem com que ela tenha visões de Edward, protegendo-a) e o desespero por não conseguir entender o porquê de ter sido deixada para trás - não somente por Edward, mas por toda a família Cullen, que deixou a cidade de Forks em peso.

Ao longo da história, Bella mergulha nos mistérios do mundo sobrenatural do qual ela aspira fazer parte, descobre segredos antigos que a colocam em perigo em relação à família de Jacob e, a todo custo, ela ainda tenta manter contato com seu grande amo - nem que para isso ela tenha que se jogar de um perigoso penhasco.

Vampiros italianos

Contando com a reaparição de Victoria (Rachelle Lafevre), sedenta por vingança (ela tem o objetivo de aniquilar Bella da mesma forma que Edward fez com James [Cam Gigandet], seu parceiro) e Laurent (Edi Gathegi), Lua Nova ainda conta com um novo clã de vampiros, sediado na Itália: os Volturi. E é para eles que Edward se entrega quando decide acabar com a própria vida, parafraseando a história de Romeu e Julieta (pincelada logo no início do filme, em uma das aulas do colégio), achando que Bella estava morta.

Pois é. Lua Nova merece, sem dúvidas, elogios. E muito provavelmente muitos deles se devem ao diretor Chris Weitz (A Bússola de Ouro), responsável pelas novas ideias da produção. Depois de todos os longos e graciosos minutos do filme, que causam todos os tipos de reações, a cena final é impactante e vem em forma de presente: dá vontade de levantar, aplaudir, deixar escapar um alto suspiro e invadir a tela. É adorável - para não dizer irrestível.

(Eliane Maciel/Especial para BR Press) Foto: Crédito:

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