Sáb, 19 Jul, 04h41
Washington, 19 jul (EFE).- O Governo americano disse hoje que o Irã "tem que escolher entre a cooperação ou o confronto", depois que Teerã se negou a dar uma resposta concreta à oferta apresentada pelo grupo de seis países que tenta negociar a suspensão do programa nuclear iraniano.
"Esperamos que os iranianos entendam que seus líderes têm que decidir entre a cooperação, o que seria benéfico para todos, ou o confronto, o que aumentaria mais o seu isolamento" na comunidade internacional, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.
O porta-voz fez a declaração após a reunião realizada hoje, em Genebra, entre o Irã e representantes de Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha.
No encontro, Teerã não quis dar uma resposta ao pacote de incentivos que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha apresentaram em junho para que o Governo iraniano abandonasse suas atividades nucleares.
Com o pronunciamento de McCormack, os EUA deixaram clara sua posição de que não negociarão caso Teerã não se disponha a cooperar e a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.
A reunião de hoje entre o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, e o negociador iraniano, Saeed Jalili, vinha precedida de grande expectativa, já que contaria com a participação do número três do Departamento de Estado americano e subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, William Burns.
"Burns transmitiu a mensagem de que os Estados Unidos estão decididos a apoiar o pacote de incentivos" apresentado em junho e "ressaltou a exigência de todas as potências de que o Irã deve suspender suas atividades de enriquecimento de urânio para que as negociações tenham início", disse McCormack.
Como a Casa Branca já tinha anunciado, Burns não foi à reunião de hoje para "negociar", mas para "ouvir", e, neste sentido, o diplomata "não se reuniu nem falou" em particular com nenhum membro da delegação iraniana, assegurou o porta-voz americano.
Solana não recebeu uma resposta concreta como esperava, mas classificou o encontro como "construtivo" e aceitou retomar os contatos em aproximadamente duas semanas.
Diante desta situação, os EUA reiteraram que, junto com seus parceiros nas conversas, "estão dispostos a impor mais desincentivos caso o Irã não escolha o caminho da cooperação". EFE
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