Dom, 20 Jul, 01h11
(atualiza com reação de Merkel e outros detalhes) Berlim, 20 jul (EFE) - A chanceler alemã, Angela Merkel, se mostrou hoje "aliviada" com a libertação dos três alpinistas alemães seqüestrados pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e não rejeitou que tenha sido pago um resgate por isso.
"Por enquanto, sinto-me aliviada", disse Merkel em declarações à maior rede de televisão pública, horas depois que o Governo de Ancara e o ministro de Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, confirmaram a libertação dos três alemães, seqüestrados no dia 8 no monte Ararat, na Turquia.
Perguntada sobre se a libertação teve um preço político ou se houve um pagamento de resgate, Merkel respondeu: "Já sabem que fazemos de tudo para conseguir a libertação de reféns".
A chanceler elogiou o trabalho realizado pelo Gabinete de crise do Ministério de Exteriores alemão, que, ressaltou, foi "excelente".
Horas antes, Steinmeier compareceu brevemente perante a imprensa para confirmar, por parte do Governo alemão, a libertação, que tinha sido anunciada antes pelo Ministério de Exteriores turco.
O ministro destacou que os ex-reféns "se encontram bem, dentro das circunstâncias", e estão sob a custódia das autoridades "turcas e alemãs".
Segundo informou o Governo de Ancara, os três montanhistas foram libertados esta manhã por guerrilheiros do PKK em um povo na zona do monte Ararat onde foram seqüestrados na semana passada, e foram conduzidos posteriormente a dependências da Gendarmaria turca para ser interrogados.
O primeiro-ministro da Bavária, Günther Beckstein, festejou que o seqüestro dos três cidadãos procedentes desse estado federado alemão tenha terminado sem derramamento de sangue e que os três possam retornar para suas famílias.
A edição digital do semanário "Der Spiegel" afirma que a libertação pegou completamente de surpresa o Gabinete de crise do ministério, que partia da base de que o PKK os libertaria em uma ação mais famosa, para tirar maior proveito político do seqüestro.
Segundo o governador da província de Agri, Mehmet Cetin, os seqüestradores libertaram os reféns em uma colina e fugiram, pois estavam sendo seguidos e temiam não conseguir atravessar a fronteira.
Inicialmente, os seqüestradores tinham exigido ao Governo alemão uma mudança em sua política para com o PKK, proibido na Alemanha, e posteriormente tinham modificado a exigência pedindo apenas que Berlim pressionasse Ancara para que deixe de fazer ataques militares contra a população curda. EFE
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