Sex, 20 Nov, 08h03
Os principais índices de ações do mercado norte-americano fecharam em baixa pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira, com os investidores buscando segurança por meio da venda dos papéis e da compra de dólares e Treasuries. O setor de energia liderou as quedas, pressionado pelo recuo dos preços das commodities e pela retirada da Peabody Energy da lista de "convicção de compra" do Goldman Sachs.
O Nasdaq apresentou o maior recuo entre os três principais índices, de 10,78 pontos, ou 0,50%, para 2.146,04 pontos, já que as ações de tecnologia foram pressionadas pelo balanço fraco divulgado ontem pela Dell. Hoje as ações da fabricante de computadores caiu 10%. Na semana, o Nasdaq acumulou queda de 1,01%. O Dow Jones caiu 14,28 pontos, ou 0,14%, para 10.318,16 pontos. Na semana, caiu 0,46%.
A queda do Dow Jones hoje foi a terceira consecutiva, a sequência mais longa de perdas desde o início de outubro, quando os investidores estavam rearranjando suas carteiras para o início do quarto trimestre. Caterpillar e General Electric, integrantes do índice, cederam 1,1%. O S&P 500 recuou 3,52 pontos, ou 0,32%, para 1.091,38 pontos; na semana, caiu 0,19%. Dentro do S&P, fecharam em alta os setores de serviços públicos, consumo básico e cuidados com saúde, que são tradicionalmente considerados defensivos.
"A fase mais especulativa do rali acabou", disse o diretor de estratégias de investimento para o Barclays Global Investors, Russ Koesterich. "Quanto mais perto o S&P chega dos 1.100 pontos, mais assustadas as pessoas ficam. O volume negociado na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) somou 1,142 bilhão de ações, de 1,083 bilhão de ações ontem. No Nasdaq, o volume somou 1,980 bilhão de ações negociadas, de 2,135 bilhões de ações ontem; 1.248 ações subiram e 1.458 caíram.
Juros
Os preços Treasuries caíram, com respectiva alta dos juros, com os investidores vendendo os títulos da dívida do governo americano antes da gigantesca emissão de US$ 118 bilhões em novas notes de 2, 5 e 7 anos na próxima semana. Pela manhã, o mercado ainda registrou um bom movimento de compras, com fundos hedge, bancos e companhias de investimentos buscando a segurança dos bônus governamentais de baixo risco para melhorar a qualidade de seus balanços conforme se aproxima o final do ano. Contudo, à tarde, o foco mudou para os leilões de Treasuries e pressionou em baixa os preços dos títulos com vencimentos de três anos para cima.
No encerramento da sessão em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds com vencimento em 30 anos estavam em 4,291%, de 4,279% ontem; os juros das T-notes com vencimento em 10 anos estavam em 3,359%, de 3,341% ontem; os juros das T-notes com vencimento em 2 anos estavam em 0,727%, de 0,708% ontem.
Câmbio
No mercado de moedas, o dólar subiu frente ao euro e seus principais rivais em Nova York, beneficiado pela fraqueza das ações e tendência dos investidores de evitar assumir novas posições antes de uma semana mais curta em virtude do feriado de Ação de Graças, na próxima quinta-feira. As moedas permaneceram presas dentro das recentes faixas de oscilação, com o declínio na tolerância por risco pesando sobre o euro pelo segundo dia seguido. Outras classes de ativos também falharam em proporcionar uma direção clara: o ouro fechou em alta - mas sem alcançar o recorde de quarta-feira - assim como outros metais básicos, mas o petróleo e as ações tiveram um dia negativo.
No final da sessão em Nova York, o euro estava em US$ 1,4851, de US$ 1,4925 ontem; o iene estava 89,00 por dólar, de 89,03 por dólar ontem; o euro estava em 132,26 ienes, de 132,85 ienes ontem; a libra estava em US$ 1,6491, de US$ 1,6658 ienes ontem. As informações são da Dow Jones.
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