Sex, 20 Nov, 05h08
Puerto Victoria (Seychelles), 20 nov (EFE).- O capitão do "Alakrana", Ricardo Blanch, declarou hoje que os piratas somalis que sequestraram o pesqueiro espanhol durante 47 dias maltrataram a tripulação e disse que chegaram a temer por suas vidas.
"Nos maltrataram", disse Blanch aos jornalistas que esperavam a chegada do navio em Puerto Victoria.
Os 36 tripulantes do "Alakrana", 16 deles espanhóis, que foram libertados na terça-feira, desembarcaram hoje em Puerto Victoria, onde tiveram um reencontro muito emocionado com familiares.
Junto a sua filha Cristina, que viajou até as ilhas Seychelles para receber-lhe, Blach indicou que este momento constituía para ele "um sonho" e mostrou sua esperança que a partir de agora os pesqueiros espanhóis trabalhem com mais segurança.
"Esta foi minha última viagem", assegurou, ao confessar que vai se aposentar.
O capitão disse que durante os 47 dias de cativeiro houve um momento crítico, quando as piratas começaram a metralhar a zona de proa e estimou que os prejuízos pelo sequestro foram "numerosas".
Autoridades espanholas do Ministério da Defesa e Meio ambiente, assim como o embaixador espanhol na Etiópia, Antonio Sánchez-Benedito, receberam ao "Alakrana" e sublinharam que todos os tripulantes se encontram em bom estado de saúde e eludiram falar sobre números do resgate pago.
O pesqueiro, que entrou no porto entre ruídos de sirenes dos navios ali ncorados, chegou a Puerto Victoria escoltado pelas fragatas de combate Méndez Núñez e Las Canárias.
Depois que a tripulação descanse, o avião das Forças Aéreas Espanholas levará os 16 marinheiros espanhóis e seus parentes que viajaram às ilhas as Seychelles de volta à Espanha, onde devem aterrissar no sábado.
O pesqueiro basco chegou a Puerto Victoria após navegar durante três dias desde a zona do sequestro, na costa da Somália, onde foi sequestrado por piratas somalis dia 2 de outubro. EFE
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