Sex, 20 Nov, 06h04
Caracas, 19 nov (EFE).- O Governo venezuelano pediu hoje à União Europeia (UE) que "exorte" aos Estados Unidos e à Colômbia a desistir de "transformar a América do Sul em uma zona de instabilidade" com o acordo que assinaram sobre o uso de bases militares.
O Governo venezuelano fez uma chamada aos países-membros da União Europeia e a suas instituições comunitárias a que exortem aos Governos de Washington e Bogotá a desistir de sua estratégia de transformar à América do Sul em uma zona de instabilidade, de conflito e de morte, através da instalação das sete bases militares americanas em território colombiano, indica um comunicado.
A nota divulgada esta noite pela Chancelaria venezuelana assinala que o Governo do presidente Hugo Chávez "precisa reiterar às Instituições Comunitárias que a situação de tensão que hoje vive América do Sul é o resultado da decisão do Governo dos Estados Unidos de instalar sete bases militares em território colombiano".
O acordo entre Colômbia e EUA "representa uma ameaça latente à paz e à segurança da região", ressalta o comunicado em resposta à preocupação expressada pela UE e suas instituições.
A União Europeia pediu nesta quinta-feira à Colômbia e Venezuela que evitem ações que agravem a tensão entre ambos países e em seu lugar empreendam medidas para promover o diálogo e a confiança mútua, após expressar sua preocupação pela situação de tensão na fronteira entre os dois países.
Em seu comunicado desta noite, o Governo venezuelano considera que a restauração da confiança com o Governo colombiano só é possível se suas autoridades atuam com transparência e apegadas, sem restrições, às normas de convivência pacífica internacionalmente reconhecidas.
As difíceis relações bilaterais estão "congeladas" por Caracas desde 28 de julho, em repúdio ao acordo militar assinado entre Bogotá e Washington para o uso de sete bases colombianas por parte de soldados americanos.
Nas últimas semanas, diversos incidentes e assassinatos na extensa fronteira entre ambos países agravaram a tensão e alimentam a crise, no meio de acusações mútuas e denúncias por parte dos dois Governos. EFE
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