EFE

Protesto contra a Argélia deixa 35 feridos no Cairo

Sex, 20 Nov, 08h58

Cairo, 20 nov (EFE).- Trinta e cinco pessoas ficaram feridas hoje no Cairo após incidentes entre manifestantes e policiais durante um protesto ocorrido nas proximidades da embaixada da Argélia na cidade.

Fontes dos serviços de segurança disseram à televisão pública egípcia que os distúrbios foram registrados nesta madrugada no bairro de Zamalek quando os manifestantes tentavam chegar à embaixada argelina.

O protesto tem ligação com a derrota do Egito por 1 a 0 para a Argélia na última quarta-feira em partida disputada no Sudão, resultado que garantiu os argelinos na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Segundo a televisão egípcia, a manifestação foi convocada para protestar contra os ataques a torcedores egípcios depois do jogo no Sudão, o que se uniu aos danos sofridos por empresas e interesses egípcios na Argélia.

As mesmas fontes apontaram que a Polícia organizou um forte cordão de segurança nos arredores da embaixada argelina. Mesmo assim, os manifestantes atiraram pedras e garrafas contra os policiais.

No total, segundo os números oficiais, houve 35 feridos, entre eles 11 policiais. Os manifestantes causaram danos a 15 veículos, quatro lojas e um posto de gasolina.

Ontem à noite, centenas de pessoas se manifestaram no mesmo local de forma pacífica, com bandeiras nacionais e cantando palavras de ordem a favor do Egito, mas sem que a Polícia permitisse uma aproximação à embaixada argelina.

A agência oficial "Mena" informou que retornaram ao Cairo ontem à noite 262 trabalhadores egípcios que moravam na Argélia e que temem sofrer represálias dos cidadãos desse país.

Também nesta quinta-feira, o Governo do Egito chamou seu embaixador na Argélia para consultas devido aos incidentes entre torcedores de ambos os países registrados no Sudão.

Além disso, o Ministério de Assuntos Exteriores egípcio anunciou também ontem que tinha entregado um duro protesto à Embaixada argelina pelas "selvagens agressões" sofridas pelos torcedores egípcios, supostamente cometidas por argelinos após o jogo de quarta-feira. EFE

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