Sáb, 21 Nov, 12h34
Boracay (Filipinas), 21 nov (EFE).- A candidata brasileira Larissa Ramos defendeu a conservação da Amazônia, durante o concurso internacional Miss Terra, que será decidido amanhã na ilha filipina de Boracay.
"A Amazônia é a maior floresta do mundo, os brasileiros estão aplicando a biotecnologia para evitar a extinção dos microorganismos por causa da poluição", disse à Agência Efe Larissa, de 20 anos e nascida em Manaus.
"Apresentei-me a este concurso porque estudo biologia e, portanto, me interesso pelo fim ambiental do Miss Terra, assim como o mundo da beleza", disse a Miss Amazonas, que começou a carreira de modelo há três anos.
A estudante herdou certos traços nativos de seus avôs maternos, originários da tribo Sateré-Maué, do Amazonas.
Esta tribo, cuja população é de cerca de 7 mil pessoas, mantém poucos contatos com o resto do país e é conhecida pelos ritos de iniciação à idade adulta das crianças, que têm que aguentar as mordidas de centenas de formigas.
A modelo também passou por uma peculiar prova: "fiquei uma semana na floresta cercada de animais selvagens, por isso aprendi a controlar o medo".
Larissa dançou, durante sua estadia em Boracay, a dança típica da tribo de seus avôs diante das outras participantes e organizadores.
Pela coroa do Miss Terra, a brasileira enfrenta beldades de 80 países, incluindo China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Gabão, Guatemala, Guam, Holanda, Inglaterra, Indonésia, Quênia, Peru, Porto Rico, África do Sul, Venezuela, Tailândia e Turquia.
"Belezas por uma causa" é o lema deste concurso, realizado nas Filipinas desde 2001 com o objetivo de conscientizar sobre a poluição do meio ambiente e os efeitos da mudança climática.
A vencedora receberá US$ 20 mil e se transformará em porta-voz da Fundação Miss Terra e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). EFE
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