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A sólida carreira de Bruce Springsteen

Qua, 25 Nov, 01h58

Por Kid Vinil, colunista do Yahoo! Brasil


O novo disco de Bruce Springsteen, "Working On A Dream", lançado em janeiro deste ano, já entrou em várias listas dos melhores álbuns de 2009. Ele é o segundo mais bem sucedido artista vindo da cidade norte-americana de New Jersey (o primeiro é, sem dúvida, o Bon Jovi).

Bruce Springsteen ficou mais conhecido entre nós na década de 80, quando estourou mundialmente com o álbum "Born In The U.S.A.", lançado em junho de 1984. O disco vendeu mais de 10 milhões de cópias e na época colocou o cantor no mesmo patamar de Michael Jackson e Prince. Músicas como "I´m On Fire", "Glory Days" e "Dancing In The Dark" se tornaram clássicos de sua carreira e tocam até hoje nas rádios pelo mundo. Como todo grande estouro comercial representa um certo perigo na carreira dos grandes astros, Bruce Springsteen não se deslumbrou com isso. Excursionou pelo mundo, suas performances ficaram famosas, mas soube manter o equilíbrio em sua carreira, o que não aconteceu com outros astros do pop, como o Prince. Apesar da qualidade de seu trabalho, Prince resolveu ficar isolado da mídia e tentar outras estratégias, como mudar o nome para um símbolo.

A década de 80 foi de certa forma cruel para alguns de seus maiores nomes, como o próprio Michael Jackson, que sofreu muito, sufocado pelo sucesso comercial de "Thriller"(1982). É muito difícil para qualquer astro da música pop, depois de vender milhões com um determinado álbum, sobreviver ao próximo. Não vou dizer que isso não aconteceu com Bruce Springsteen, mas acredito que dos três, ele foi o que teve maior jogo de cintura em sua carreira. E olha que Bruce Springsteen virou até sex simbol na década de 80 - e pensar que o cara é um "baixinho atarracado" sem grandes atrativos. Nem por isso Bruce Springsteen quis fazer tratamento para crescer ou plástica para melhorar sua aparência, ou seja, o sucesso não subiu à cabeça. O melhor disso tudo é que prevaleceu a qualidade do seu trabalho. Em julho de 1993, ele fez a trilha do filme "Filadélfia" (que conta a história de um advogado que morreu de Aids, interpretado por Tom Hanks). A música tema do filme, "Streets of Philadelphia", foi outro grande hit em sua carreira e, no ano seguinte so lançamento, faturou vários prêmios Grammy.

A primeira fase da carreira de Bruce Springsteen começa em 1973, com o álbum "Greetings From Asbury Park, N.J.", e segue até 1984, com sete discos indispensáveis. Depois do sucesso mundial de "Born In The U.S.A", ele reapareceu em 1987, com um disco mais romântico, chamado "Tunnel Of Love". Assim como Bob Dylan, a discografia de Bruce Springsteen passeia nesses últimos anos entre discos mais apaixonados e outros politicamente engajados nas questões dessa década, como os atentados de 11 de setembro e o governo de George W. Bush. O álbum "The Rising", de 2002, antecipa a volta de Bruce Springsteen com sua banda, a The E Street Band, depois de 18 anos. O disco aborda de maneira sutil o trágico atentado terrorista ao World Trade Center.

Em 2005, Bruce volta mais poético com o álbum "Devils And Dust". Em 2007, com álbum "Magic", ele resgata suas influências, que vão do rock'n'roll básico de Jerry Lee Lewis e Chuck Berry a obra de Bob Dylan e Van Morrison. O novo disco, "Working On A Dream", é a quarta parceria de Bruce Springsteen com o produtor Brendan O´Brien (famoso pelas produções com o Pearl Jam). Esse novo trabalho traz ecos da Califórnia em meados dos anos sessenta, com influências de Brian Wilson, dos Beach Boys, por exemplo. Pode ser até considerado como uma extensão do disco anterior, "Magic".

Para quem não conhece toda discografia de Bruce Springsteen, também conhecido pelo seu apelido "The Boss", aí vão alguns dos títulos mais recomendados:

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