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Dados da maior população de pacientes com GOLD Estágio II tratados com Tiotrópio realçam os benefícios do tratamento precoce da COPD

Qui, 27 Ago, 10h04

- Nova Análise UPLIFT(R) mostra que Tiotrópio melhora significativamente a função pulmonar e a qualidade de vida em pacientes da COPD com doença em estágio inicial

INGELHEIM, Alemanha, 27 de agosto /PRNewswire/ -- Uma nova análise do estudo de referência UPLIFT(R), publicada hoje na Lancet, mostra que o tiotrópio (SPIRIVA(R) Handihaler(R) 18 micro g) administrado a pacientes da Doença Pulmonar Obstrutora Crônica (COPD) com severidade média da doença (GOLD - Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutora Crônica - Estágio II) produziu melhoras significativas e sustentadas da função pulmonar por até 4 anos.[1] Esta análise pré-especificada de subgrupo envolveu 2.739 pacientes - o maior grupo de pacientes da COPD em estágio inicial tratados com anticolinérgicos de longa duração num estudo randomizado controlado com placebo.

A nova análise UPLIFT(R) mostra que em pacientes com GOLD Estágio II COPD, o tiotrópio pode diminuir a progressão da COPD conforme medida pela taxa de declínio na função pulmonar. O tiotrópio reduziu a taxa de declínio no pós-broncodilatador FEV1* durante 4 anos em comparação com o controle** (43 mL por ano vs. 49 mL por ano; p=0,024). A taxa de declínio no pré-broncodilatador FEV1* foi semelhante entre os grupos.

As melhoras em pré e pós-broncodilatadores FEV1* foram mantidas vs. controle ao longo do estudo (101-119 mL e 52-82 mL respectivamente; p<0,0001). Pacientes com GOLD Estágio II que tomaram tiotrópio tiveram um risco 18% mais baixo de exacerbações e 20% menos exacerbações (p<0,0001) em comparação com o controle. A qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medida pelo Questionário Respiratório do Hospital St. George (SGRQ), foi melhor em pacientes tratados com tiotrópio do que em pacientes do controle ao longo do estudo (p menor ou igual a 0,006). Também houve uma tendência para mortalidade reduzida com tiotrópio em comparação com o controle.[1]

"Esses resultados são muito importantes para a prática clínica porque esse é o primeiro estudo grande e de longo prazo a mostrar que o tratamento com um anticolinérgico de longa duração tem benefícios substanciais em pacientes nos estágios iniciais da COPD. O UPLIFT(R) mostrou que um declínio significativo da função pulmonar ocorre cedo na doença e sabe-se que as exacerbações aceleram a progressão da doença. Portanto, essa nova análise confirma que devemos tratar a COPD nos estágios iniciais com um medicamento como tiotrópio, que pode melhorar a função pulmonar e a qualidade de vida e reduzir as exacerbações", disse o Professor Marc Decramer, pesquisador principal do UPLIFT(R), Professor de Medicina e Chefe da Divisão Respiratória na Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica.

O ônus social e econômico da COPD aumenta fortemente, com os pacientes tornando-se menos independentes à medida que a doença piora.[2] O GOLD Estágio II é tipicamente quando os pacientes podem começar a perceber que sua função pulmonar está anormal e experimentam falta de ar durante esforço. À medida que a COPD progride, a função pulmonar continua a declinar e a atividade física torna-se severamente limitada, rompendo a capacidade dos pacientes e dos seus cuidadores de levar uma vida plena, interferindo nas tarefas do dia-a-dia e na participação nas rotinas da família.[2] Isso pode levar a pessoas sentindo-se amedrontadas, ansiosas, frustradas, isoladas e deprimidas.[2],[3] Portanto, é importante garantir que os pacientes sejam diagnosticados e tratados o mais cedo possível, incluindo o abandono do fumo.

"Os resultados da análise UPLIFT(R) em pacientes com GOLD Estágio II são extremamente animadores. Eles demonstram claramente que, se os pacientes procurarem tratamento com seus clínicos gerais mais cedo, eles poderão impactar o curso clínico de sua doença e melhorar sua qualidade de vida", disse o Dr. Anders Ostrem, Especialista em Medicina da Família, Noruega, e Diretor do International Primary Care Respiratory Group.

[*] FEV1 = Volume expiratório forçado em um segundo. O pós-broncodilatador FEV1 foi medido após dar as drogas do estudo - tiotrópio ou placebo - e administração adicional de broncodilatadores de curta duração. O pré-broncodilatador FEV1 foi medido antes da administração das drogas do estudo.

[**] Todos os pacientes do grupo do tiotrópio e do grupo do placebo tiveram permissão para continuar com sua medicação respiratória normalmente prescrita, incluindo ajuste de dose ao longo do estudo, exceto anticolinérgicos inalados.

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FONTE Boehringer Ingelheim GmbH; Pfizer Inc

27/08/2009

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