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O vôo sonoro do Zeppelin de chumbo

Qui, 29 Out, 06h07

(BR Press) - Recém-lançado no Brasil, o livro Led Zeppelin - Quando Os Gigantes Caminhavam sobre a Terra (Larousse do Brasil, 550 págs., R$ 99,00), de Mick Wall, é, além da biografia de uma das mais celebradas banda de rock do mundo, um documento de uma época que já soa como muito distante.

  Livro mostra a trajetória dos criadores do heavy metal que surgiram das cinzas dos Yardbirds, para se tornar um Zeppelin de chumbo - com todo o peso e majestagem da palavra. O guitarrista Jimmy Page foi quem usou o termo heavy metal para definir o som pesado que a banda fazia. Logo se transformou num gênero musical, que até hoje descabela e leva à loucura gente de todo o mundo - e de todas as idades.

Genealogia do rock

O livro mostra como o término do Yardbirds, grupo no qual Jimmy Page havia tocado (Eric Clapton e Jeff Beck  também passaram por ele), em 1968, resultou no Led. Um amigo, o baixista John Paul Jones se interessou pelo projeto. Chamaram para os vocais, Jerry Reid, que sugeriu outro vocalista, Robert Plant, que introduziu à banda o baterista John "Bonzo" Bonham, com quem já havia tocado antes.

Foi no ano seguinte, 1969, que os criadores do heavy metal lançaram seu primeiro álbum, Led Zeppelin. Curiosamente, o insight para o nome da banda não partiu de nenhum integrante do Led, mas sim do baterista do The Who, Keith Moon.  

Meio Who e meio Yardbirds

Durante a gravação do projeto Beck's Bolero - versão inflamada de Jeff Beck para a guitarra do Bolero de Ravel, do qual partiparam John Paul Jones, Nicky Hopkins, Page e Moon, todos se viram numa nova e poderosa banda, aliás, há quem diga que aquela foi a primeira formação do Led Zeppelin.

Empolgado com o fato de participar de um grupo meio Who e meio Yardbirds, Moon disse brincando que aquela formação cairia como um zepelim de chumbo. Page gostou do nome e guardou no bolso.

O livro está organizado em ordem cronológica, e explora os quatro membros da banda e o empresário Peter Grant´s, um ex-lutador profissional que intimidava com seu tamanho aqueles que se saíssem mal em alguma negociação.

Foi dele o mérito de conseguir um contrato para gravação com a Atlantic Records antes mesmo que os executivos da gravadora tivessem ouvido a banda tocar. Além disso, antes que o primeiro álbum estivesse prensado, o Led já estava excursionando pelos EUA.   Dois tipos de narrativa se alternam na biografia da banda. Uma, em itálico, conta a história da vida de cada integrante do Led; outra, normal, conta a biografia da banda, com informações de quem conhece rock e  teve uma convivência íntima com a banda.

Já no primeiro capítulo Mick Wall explicita um resumo do que era a banda: "As drogas eram seu combustível, o sexo uma forma de autoexpressão, a música, simplesmente, o mapa do tesouro". O autor revela também, pela primeira vez, a extensão do interesse de Jimmy Page.

O autor

Mick Wall é um dos autores, radialistas e jornalistas de música mais conhecidos da Grã-Bretanha. Ex-editor-chefe da revista Classic Rock, seu trabalho apareceu também em Mojo, Music Wek, The Mail on Sunday e em inúmeros jornais e revistas de todo o mundo.

Ele também apresenta seus próprios programas na Sky TV, na Radio 1 e na Capital Radio e é um rosto bastante conhecido por causa dos muitos documentários de música da BBC.  

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