EFE

ONU confirma debate sobre relatório Goldstone em novembro

Qui, 29 Out, 02h58

Nações Unidas, 29 out (EFE).- A Assembleia Geral das Nações Unidas confirmou hoje que no dia 4 de novembro realizará um debate sobre o chamado relatório Goldstone, que acusa Israel e o movimento radical islâmico Hamas de cometer crimes de guerra durante o conflito em Gaza no início do ano.

O presidente do órgão, o líbio Ali Treki, decidiu convocar a reunião para o início de novembro a pedido dos países árabes, que contaram com o apoio das 118 nações do Movimento dos Países Não-Alinhados, disse em comunicado seu porta-voz, Jean Victor Nkolo.

O porta-voz acrescentou que Treki recebeu uma carta do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU informando que o órgão, com sede em Genebra, aprovou o relatório no dia 16 de outubro e recomenda a Assembleia Geral a abordá-lo em reunião formal.

O relatório, elaborado por um comitê da ONU liderado pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, recomenda em suas páginas que o secretário-geral "chame a atenção" do Conselho de Segurança da organização para seu conteúdo.

Além disso, recomenda o principal órgão a pedir aos dois grupos que investiguem de maneira crível a conduta de suas forças durante o conflito de dezembro e janeiro, sob a ameaça de transferir o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

O relatório Goldstone analisa os 23 dias da ofensiva em Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano, que causou a morte de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, e mais de 20% deles menores, segundo dados fornecidos pelos hospitais locais e de ONGs israelenses, palestinas e internacionais.

Os quatro membros do comitê asseguraram no relatório que os militares israelenses utilizaram "a força de maneira desproporcional" contra civis palestinos, com o bombardeio de armazéns, zonas residenciais e fábricas.

Além disso, asseguram que os lançamentos de foguetes de Gaza a povoações no sul de Israel constituem "crimes de guerra e poderiam chegar a ser crimes contra a humanidade" por sua natureza indiscriminada. EFE

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