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A música como um hobby

Sex, 30 Out, 04h57

Por Andreas Kisser, colunista do Yahoo! Brasil


Eu gosto muito de ler biografias, não só dos meus ídolos na música, como Ozzy Osbourne ou Eric Clapton, mas gosto também de saber como foi a vida de grandes nomes da política, da ciência e dos esportes. É sempre muito interessante saber das atitudes desses grandes personagens, o período em que viveram e como se portaram no contexto histórico de seu tempo.

A relação desses personagens com a música - claro - foi o que sempre me chamou mais a atenção. O maior gênio que a humanidade já teve, Albert Einstein, por exemplo, era um grande violinista, apaixonado pelas sonatas de Mozart e Beethoven. Ele começou a estudar violino com seis anos de idade, com sua mãe, que também tocava piano, e continuou os estudos com outro professor até os 14 anos. Einstein tocou violino por toda a sua fantástica vida. Tocava para acalmar os filhos, tocava depois de longas discussões com os amigos sobre Matemática, Física, Filosofia e Literatura, e até nas várias homenagens que recebia, trocando um discurso por uma sonata de Mozart.

Quando visitava os amigos, entre ele Charlie Chaplin, o rei Alberto, da Bélgica, também levavan seu violino. Nos Estados Unidos, em 1934, o rei tocou em um concerto para ajudar os refugiados judeus que saíram da Alemanha nazista.

Outro grande nome da história que ama a música é Bill Clinton, que foi presidente dos Estados Unidos de 1992 até 2000, um período de prosperidade e paz no país. Coincidentemente este foi o período em que eu morei lá, mais especificamente no estado do Arizona. Clinton ama o jazz e o blues, além de ser um grande saxofonista. Como Einstein, ele também já tocou em várias ocasiões oficiais, como em seus encontros com chefes de Estado, em entrevistas nos programas de TV ou nas festas de família e dos amigos. Com certeza o saxofone e a música fizeram com que ele conseguisse passar uma imagem muito positiva e moderna para a população, não só dos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Carisma e sensibilidade também fizeram dele um dos maiores presidentes norte-americanos da história. Abaixo tem um vídeo de Bill Clinton tocando o seu saxofone:

Woody Allen - ator, diretor e roteirista - também é um apaixonado pela música, mais especificamente do jazz. Em todos os seus filmes, o jazz é o estilo musical que mais aparece, dando uma característica única às suas trilhas sonoras. Ele toca muito bem o clarinete e tem até um grupo que já fez várias apresentações pelo mundo. O estilo preferido do cineasto é o jazz mais tradicional, aqulele das big bands da cidade norte-americana de New Orleans. Tradicionalmente, todas as segundas-feiras ele se apresenta num clube de jazz na cidade de Nova York. Certa vez, Allen não foi nem receber um Oscar porque preferiu ficar tocando com sua banda de jazz. Que poder tem a música, não? Aqui um link do Woody com o seu grupo:

Enfim, é muito legal perceber o equilíbrio que a música traz para estes gênios. Eles têm vidas muito conturbadas, atarefadas e a música tem um papel fundamental na recarga das energias que mantém essas personalidades ativas.

No estúdio em que o Sepultura ensaia é comum ver advogados, médicos ou engenheiros se juntando para tocar no fim do dia. Não são músicos profissionais mas, uma vez por semana, tocam a música que amam, recarregando as energias para enfrentar o dia a dia dos seus empregos. É um tempo valioso que faz parte do equilíbrio nescessário para se viver em paz e harmonia, cadenciando o ritmo de tudo que ocorre à sua volta.

Grande abraço e play it loud!

Andreas Kisser

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