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O que fazer para não gastar mais do que se pode

Sex, 30 Out, 03h32

Por Omar Segura / EFE


Economizar nos gastos cotidianos não deve ser necessariamente um sinônimo de renuncia ao que precisamos ou gostamos de comprar. O segredo consiste em gastar com consciência, em vez de dilapidar o dinheiro inutilmente, em usar a cabeça e a máquina de calcular em vez de ceder aos impulsos internos ou aos estímulos externos.

Além disso, levando em conta uma série de normas básicas da economia doméstica, é possível manter a saúde do bolso, cobrir as necessidades e até alguns caprichos, sem ter prejuízo com a qualidade dos produtos que levamos para casa.

Eu realmente preciso disto? Para que isso vai me servir? Posso esperar mais tempo antes de adquiri-lo? Estou pagando mais do que posso? Estou gastando ou esbanjando? São algumas perguntas básicas que valem a pena ser feitas e respondidas, antes de colocar um produto na cesta de compras.

"Alguns pequenos gestos, dia após dia, embora pareçam pouco importantes, podem representar uma grande economia no final do ano. Realmente funcionam, mas o segredo consiste em aplicá-los com perseverança e sistematicamente", diz o assessor fiscal e tributário Juan Jiménez.

Escolher bem as verduras e frutas no supermercado, saber onde tomar o café de melhor qualidade e ao mesmo tempo mais barato, permanecer atento às ofertas pontuais das lojas mais próximas podem ajudar.

Gestos cotidianos deste tipo levam a economizar uma grande soma de dinheiro, que podemos destinar a uma compra prioritária ou reservar para casos de emergência. Para Tim Harford, autor do livro "O Economista Camuflado", nestes pequenos grandes passos mora o segredo para "economizar sem sofrer nem se privar demais das coisas".

Como transforme-se em um economista doméstico
Segundo o escritor Tim Harford, que é economista britânico formado na centenária Universidade de Oxford, a verdadeira poupança é feita na economia doméstica, nas compras e despesas da cada dia, em gestos como apagar a luz se não formos ficar em determinado cômodo, fechar a torneira de água ou comprar o que realmente vale a pena e preferivelmente à vista, em vez de fazê-lo sem mais nem menos, e com cartões de crédito.

Alguns supermercados oferecem cartões de desconto ou fidelização, graças aos quais é possível pagar menos em determinados produtos ou acumular pontos que depois podem ser gastos nesse comércio ou outros da mesma rede.

"Este tipo de cartão tem suas vantagens, se for usado com inteligência e controle, mas também apresenta seu risco, porque pode nos incitar a comprar algo que talvez não necessitemos nesse momento, e com isso acabamos gastando mais ao comprar sem necessidade", diz Juan Jiménez.

Quando fazemos compras grandes em lojas de departamentos e supermercados, não devemos nos fixar somente nos produtos que estão nas estantes mais à vista, aquelas na altura dos olhos, quando se anda pelos corredores, já que é ali onde o estabelecimento coloca os produtos que lhe interessa que sejam vendidos em determinado momento."É conveniente olhar em toda a fila de produtos, estante por estante, para poder comparar realmente os preços", aconselha o assessor.

Além disso, deve-se pensar duas vezes, e comparar antes de comprar, em vez de ceder ao impulso de adquirir automaticamente os produtos oferecidos nos estandes de oferta dos corredores centrais do supermercado. Muitas vezes se pode encontrar outro similar - geralmente os das chamadas marcas genéricas - nas estantes, e a um preço inferior ao das ofertas.

Outro conselho de ouro de Juan Jiménez: com o tempo, é preferível comprar em um supermercado ou loja que sabemos que vende mais barato ao longo de todo o ano, do que ir bicando de supermercado em supermercado e comprar com superdescontos de vez em quando.

Quando se vai a um grande centro comercial, como um shopping center, sempre se termina comprando algo de que não se precisa, mas que entra pelos olhos. Assim, a compra não sai tão barata como se previa a princípio.

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