EFE

Relatório não confirma falha humana como causa de acidente de avião da TAM

Sáb, 31 Out, 10h18

São Paulo, 31 out (EFE).- Um relatório oficial apresentado hoje pela Força Aérea Brasileira (FAB) não confirmou que a principal causa do acidente do Airbus da companhia aérea TAM, que em 17 de julho de 2007 provocou a morte de 199 pessoas, fora uma falha humana como apontaram outras investigações.

O relato do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB apresentado hoje aos familiares das vítimas em Brasília, não confirmou totalmente que uma falha dos pilotos causou o acidente, embora a hipótese tenha sido considerada como a "mais provável".

O relatório difere assim do apresentado esta semana pela Polícia Federal (PF), que assegurou que o mal uso das alavancas de aceleração das turbinas por parte dos pilotos foi o causadora do acidente.

Para a FAB, a qualificação de "nível médio" do piloto comandante Kleyber Lima, que reportou durante a viagem "uma pequena dor de cabeça", e as poucas horas de voo em aeronaves Airbus do co-piloto Henrique Stephanini di Sacco, que fez sua carreira profissional em aviões Boeing, se somaram aos fatores que apontam para uma falha humana.

"O piloto costumava apresentar um desempenho médio em termos de pilotagem, tendo um histórico marcado por pequenas dificuldades em situações operacionais mais críticas, o que era compensando por um alto grau de homogeneização e de aderência aos procedimentos previstos", aponta o relatório.

A pista molhada e as dificuldades por causa da visão noturna teriam influenciado "psicologicamente" os pilotos, mas não teriam sido determinantes para provocar o acidente.

A outra hipótese considerada pela FAB foi uma falha no sistema de controle de potência dos motores, que teria transmitido uma informação incorreta a um dos motores sobre a posição em que se encontravam as manetes que aceleram as turbinas do avião.

Apesar de a caixa-preta ter reportado que uma manete estava em posição de aceleração e a outra de frenagem, dois relatos técnicos especializados, um realizado na França e outro no Brasil, não puderam concluir a posição exata antes do impacto e apontaram que o desequilíbrio pôde ter ocorrido por causa da colisão. EFE

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