Ter, 20 Mai, 08h34
PARIS (AFP) - O fóssil de um rato gigante de cerca de 4 milhões de anos, exumado no Uruguai, está causando polêmica: seu peso, que em janeiro passado foi estimado em mais de uma tonelada, foi claramente revisado para baixo por uma pesquisadora da Universidade McGill, em Montreal.
A pesquisadora Virginie Millien fez novos cálculos, com base nos dentes do fóssil, comparando-o com uma amostra mais ampla de roedores. Sua conclusão é que o animal, "sem dúvida, o maior roedor descoberto até o momento", pode "não pesar mais de" 350 kg.
Seu estudo aparece publicado no periódico britânico "Proceedings of the Royal Society B", nesta quarta-feira, assim como o primeiro estudo realizado por Andres Rinderknecht, do Museu Nacional de História Natural e Antropologia, e Ernesto Blanco, do Instituto de Física de Montevidéu, publicado em janeiro.
Rinderknecht e Blanco foram os primeiros a tornar pública a descoberta do roedor gigante, cuja cabeça mede 53 centímetros. Ambos estimaram que o peso poderia oscilar de 468 quilos a 2,5 toneladas, segundo os sistemas de avaliação, e estabeleceram uma tonelada como o número mais provável.
Esse roedor, que hoje se pareceria mais com um hipopótamo do que com um rato comum, foi batizado de Josephoartigasia monesi, em homenagem a Álvaro Mones, um paleontólogo uruguaio especialista em roedores da América do Sul.
Apesar de suas medidas impressionantes, tratava-se de um animal herbívoro.
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