Qui, 10 Jul, 02h19
PARIS (AFP) - O novo álbum da primeira-dama francesa Carla Bruni, "Comme si de rien n'était", (Como se nada tivesse acontecido) já está disponível gratuitamente no site internet da cantora, anunciou sua gravadora Naive.
"Cada internauta terá ao se conectar num crédito-tempo de duas horas para escutar livremente todas as músicas do álbum", informou a Naive em comunicado.
O álbum da esposa do presidente francês Nicolas Sarkozy estará disponível no site www.carlabruni.com até o dia 21 de julho.
Esse terceiro álbum de Carla Bruni se distancia do viés folk de seu início de carreira e é marcado por influências pop dos anos 60 com arranjos elegantes, constatou um jornalista da AFP nesta sexta-feira.
O selo Naïve, que edita o disco da cantora e esposa do presidente francês Nicolas Sarkozy, organizou sessões de apresentação do disco para a imprensa em um estúdio de Paris, reunindo três ou quatro jornalistas, na presença do produtor do álbum, Dominique Blanc-Francard.
O álbum contém 14 músicas e dura 42 minutos. Carla Bruni é autora de muitas das letras, mas o disco inclui também "La possibilité d'une île" (A possibilidade de uma ilha), cuja letra é um poema de Michel Houellebecq, "Péché d'envie" (Pecado de desejo), co-escrita com seu ex-namorado Raphaël Enthoven (pai de seu filho), "You belong to me" (tema em inglês cantado por Bob Dylan na trilha sonora original do filme "Natural born killers") e "Il vecchio e il bambino", canção do autor e compositor anarquista italiano Francesco Guccini.
Algumas das letras foram objeto de várias interpretações, dada a condição de primeira-dama francesa da cantora.
Uma delas, a da canção "Tu es ma came" (Você é minha droga), que faz um divertido paralelo entre o amor e o vício, foi motivo de um protesto do chanceler colombiano, Fernando Araujo.
"Tu es ma came/Plus mortel que l'héroïne afghane/Plus dangereux que la blanche colombienne" (Você é minha droga/Mais mortal que a heroína afegã/Mais perigosa que a branca colombiana), foi o trecho da música que desencadeou a polêmica.
Blanc-Francard disse nesta sexta-feira que quis um disco "intimista e musical" com "um colorido sixties".
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