Sáb, 19 Jul, 07h29
BOGOTÁ (AFP) - O presidente Alvaro Uribe anunciou neste sábado o ingresso da Colômbia no Conselho de Defesa Sul-Americano proposto por Luiz Inacio Lula da Siva, e ao qual havia objetado em princípio.
Uribe falou sobre o assunto durante uma entrevista à imprensa junto com Lula na fazenda presidencial de Hatogrande, na periferia de Bogotá.
O presidente colombiano afirmou que aceitou a iniciativa com algumas condições que receberam a "compreensão" de Lula e da dirigente chilena Michelle Bachelet, atual presidente da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), um organismo que visa aprofundar a integração da região.
Entre esses pontos mencionou que "as decisões de um Conselho dessa natureza devem ser tomadas por consenso", além de "serem reconhecidas apenas as forças institucionais consagradas pela Constituição de cada um dos países signatários".
Destacou também que a "declaração de princípios ou constante da carta estatutária do Conselho deve estabelecer uma rejeição total a grupos violentos, qualquer que seja sua origem", em alusão às guerrilhas esquerdistas de seu país.
Uribe fez o anúncio depois de assinar com Lula nove acordos de cooperação, entre eles um de defesa que prevê vigilância compartilhada na fronteira amazônica, de 1.500 km, onde operam grupos rebeldes.
Uribe é o principal aliado do presidente George W. Bush na região, tendo apoiado até sua guerra no Iraque.
Desde o ano de 2000, Washington forneceu ao Plano Colômbia cerca de 4 bilhões de dólares e há um ano a Câmara de Representantes dos Estados Unidos autorizou sua prorrogação, o que implica partida adicional de 530 milhões de dólares.
Essa estratégia foi concebida inicialmente para lutar contra o narcotráfico, mas foi logo ampliada ao combate às guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN), considerados terroristas pela Casa Branca e a União Européia.
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