Qui, 29 Jan, 07h53
WASHINGTON (AFP) - Os suicídios entre os soldados americanos na ativa alcançaram um recorde em 2008, pelo segundo ano consecutivo, informou o Exército dos Estados Unidos nesta quinta-feira, reconhecendo que a pressão em tempos de guerra é um importante fator para esse aumento.
O número de soldados que se suicidaram pulou de 115, em 2007, para 143, em 2008.
De acordo com a instituição, esse número aumentou todos os anos, no último quadriênio, período em que as guerras no Iraque e no Afeganistão se intensificaram.
"Por que os números continuam aumentando? Não sabemos", afirmou o secretário do Exército, Pete Geren.
Os oficiais do Exército garantiram que não há um único fator que explique o aumento de suicídios, mas o vice-comandante do Exército, general Peter Chiarelli, vinculou a tendência à extensão dos envios para as zonas de combate e ao ritmo intenso das operações, que afetaram os soldados e suas famílias.
"Não há dúvida, para mim, de que o estresse é o fator na tendência que estamos vendo", acrescentou.
As estatísticas do Exército, divulgadas hoje, mostram que 30% dos que se suicidaram no ano passado estavam em missão no momento de sua morte e, para mais de 75% de grupo, era a primeira vez em um conflito.
Cerca de 35% dos soldados que se suicidaram não haviam sido mobilizados antes. Outros 35% se mataram depois de terem sido enviados para o combate - na maioria dos casos, um ano depois de voltarem para suas bases.
No ano passado, o índice de suicídios entre os soldados em atividade aumentou 20,2 a cada 100 mil, superando o índice de 19,5 por 100 mil, em 2005, último ano registrado.
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