Sáb, 04 Jul, 01h40
TEGUCIGALPA, Honduras (AFP) - O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, destacou nesta sexta-feira que as autoridades instaladas em Honduras "não têm qualquer intenção de reverter a situação" e restituir o presidente deposto, Manuel Zelaya, como exige a comunidade internacional.
"Não há vontade de se restituir a institucionalidade quebrada", disse Insulza em entrevista coletiva, após ser recebido em Tegucigalpa pelo presidente da Suprema Corte, Jorge Rivera, por membros do corpo diplomático e por dignitários da Igreja Católica.
Insulza assinalou que viajará a Washington no sábado, para informar a decisão do novo governo de Honduras à Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos, que fixou um prazo de 72 horas para a restituição de Zelaya.
Segundo Insulza, a Assembléia Geral "adotará a decisão que considere" oportuna sobre a suspensão de Honduras da organização.
Na mesma entrevista, o secretário-geral da OEA afirmou que a destituição de Zelaya foi um "golpe militar".
"Não sei como vocês chamam quando um grupo de militares, a mando de militares, em uma operação militar, tira um presidente, o coloca em um avião e o envia para outro país. Isto é um golpe militar".
Diplomatas ligados a Insulza disseram à AFP que a OEA caminha para suspender Honduras do organismo.
"Ninguém quer ceder e se esta situação persistir amanhã, vamos sancionar Honduras, que sairá da organização (OEA)", revelou um diplomata citando Insulza.
Outro diplomata disse que Insulza "tem a impressão de que a crise vai levar muito mais tempo".
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