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EUA levantam proibição de entrada no país de portadores do HIV

Sex, 30 Out, 04h56

WASHINGTON, EUA (AFP) - Os Estados Unidos porão fim na segunda-feira à proibição de entrada em seu território dos portadores do vírus HIV/Aids, e a liberdade de viajar será restituída no começo de 2010, informou o presidente Barack Obama nesta sexta-feira.

"Há 22 anos, por uma decisão baseada mais no medo do que em fatos, os Estados Unidos instauraram uma proibição de entrada no território aos portadores do vírus da Aids. Queríamos fazer desaparecer o estigma representado por esta doença, mas isso não nos impedia de tratar como uma ameaça os que conviviam com ela e nos visitavam", declarou Obama.

Lembrou que algumas dezenas de países no mundo aplicavam essa medida e que os Estados Unidos faziam parte desse grupo.

"Se quisermos estar no topo em relação ao combate à Aids no mundo, devemos nos comportar como tal. Portanto, meu governo publicará na segunda-feira uma última regulamentação que anulará a proibição de entrada no país - medida que entrará em vigor após o Ano Novo", disse ele.

O presidente falou sobre o assunto por ocasião da promulgação de uma lei prorrogando a ajuda aos que sofrem dessa doença, visando a garantir o tratamento, principalmente, aos mais pobres. O texto já foi aprovado pelo Congresso durante o mês de outubro.

Restrições aos viajantes soropositivos foram impostas a partir de 1987, numa época na qual os conhecimentos sobre a forma de transmissão da doença eram quase que rudimentares.

Foram levantadas em julho de 2008, após a assinatura, pelo presidente americano George W. Bush, de uma lei 'voltada para triplicar os esforços dos Etados Unidos na luta contra a Aids, a tuberculose e a malária.

Mas o levantamento completo da proibição deveria superar uma última etapa processual: a publicação de uma nova regulamentação pelo governo.

"O Congresso e o presidente Bush comprometeram-se neste caminho no ano passado e devem ser felicitados. Nós, agora, terminamos o trabalho", declarou o presidente.

Antes, as pessoas que teriam contraído Aids não tinham, com algumas exceções, nenhum direito de entrar nos Estados Unidos.

Obama também afirmou que a batalha contra a Aids estava "longe de terminar".

"A Aids não é, talvez, mais a causa da morte de um grande número de americanos entre os 25 e os 44 anos, como antigamente. Mas 1,1 milhão de americanos ainda vivem com a Aids nos Estados Unidos", disse.

Destacou que alguns grupos, como os homens homossexuais e os negros, continuavam a apresentar índices de contaminação "inaceitáveis".

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