Qua, 04 Nov, 09h32
TEGUCIGALPA, Honduras (AFP) - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pede em uma carta enviada à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que esclareça se, como afirmou o subsecretário Thomas Shannon, as eleições no país serão reconhecidas mesmo que ele não seja restituído ao poder.
"Nesta ocasião nos vemos obrigados a apresentar publicamente esta respeitosa solicitação à secretária de Estado dos Estados Unidos, a sra. Hillary Clinton, para que esclareça ao povo hondurenho, se a posição de seu país foi modificada ou alterada sobre a condenação ao golpe de Estado em Honduras", afirma a carta de Zelaya enviada a Hillary.
O presidente deposto destaca as "surpreendentes declarações" à CNN do subsecretário de Estado Thomas Shannon.
Na entrevista, Shannon, que acompanhou a assinatura do acordo em 30 de outubro entre Zelaya e o presidente de fatto, Roberto Micheletti, afirmou que o compromisso "abriu um espaço para uma decisão de uma possível restituição de Zelaya".
Zelaya qualificou de ofensa e agressão o pedido do presidente de fato de apresentar nomes para a formação de um governo de "unidade e reconciliação".
"É uma agressão, uma ofensa em vista de que no acordo não se estabelece desta forma a integração do governo gobierno de unidade e conciliação", declarou Zelaya ao Canal 11 da televisão local.
Micheletti enviou uma carta a Zelaya por meio do ministro da presidência, Rafael Pineda Ponce, na qual pede "sem demora uma lista de 10 cidadãos com requisitos estabelecidos na Constituição da República, para dentro deles fazer a escolha dos servidores públicos que, a partir de 6 de novembro, integrarão o governo de unidade e reconciliação nacional".
"É um ato sem reflexão estar solicitando isto antes da Comissão de Verificação", completou Zelaya.
Média (Not Rated)
Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.