Qua, 04 Nov, 05h51
ROMA, Itália (AFP) - A proibição de crucifixos nas salas de aula da Itália foi criticada nesta quarta-feira pelo chefe de governo Silvio Berlusconi, que a qualificou de "inaceitável".
"Trata-se de uma dessas decisões que fazem duvidar do sentido comum da Europa", declarou Berlusconi, num programa da televisão pública transmitido da cidade de L'Aquila (centro da Itália).
"Estamos num país que não pode deixar de se considerar cristão. Só na região de L'Aquila, há 351 igrejas abaladas pelo terremoto de abril e as pessoas tropeçam em símbolos do cristianismo por todos os lados em menos de 200 metros", comentou.
O governo italiano havia anunciado que vai entrar com um recurso contra a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que proibiu na terça-feira a exibição do crucifixo nas escolas porque, segundo a sentença, viola o direito de educação das famílias e suas convicções religiosas.
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