Qua, 04 Nov, 07h21
CARACAS, Venezuela (AFP) - A gripe H1N1 afetou a população indígena ianomâmi na fronteira entre Venezuela e Brasil, informou o governo de Caracas, que enviou, nesta quarta-feira, uma delegação do Ministério da Saúde ao local.
A ONG Survival, com sede em Londres, informou que pelo menos sete índios morreram vítimas da gripe e outros 1.000 foram contaminados pelo vírus, cifras que não foram confirmadas pelo governo venezuelano.
Para a Survival, a situação é "crítica" pois há risco de "propagação por todo o território yanomami", a maior tribo que habita, praticamente isolada, ambos os lados da fronteira entre Venezuela e Brasil, com população estimada em 32.000 pessoas.
"Ambos os governos (do Brasil e da Venezuela) têm que agir imediatamente para deter esta epidemia e melhorar radicalmente as condições sanitárias dos yanomamis", assinalou Stephen Corry, diretor da Survival, citado no comunicado oficial.
Segundo a ONG, entre 1980 e 1990, um quinto da população yanomami morreu de enfermidades como a gripe e a malária, que chegam à região trazidas por garimpeiros.
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