Ter, 24 Nov, 05h26
PARIS, França (AFP) - Banido para sempre da Fórmula-1 por envolvimento no caso conhecido como 'Cingapuragate', o ex-diretor da Renault Flavio Briatore pediu nesta terça-feira, no tribunal de Paris, uma indenização de um milhão de euros à Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O ex-diretor técnico da Renault F1 Pat Symonds, que pegou uma suspensão de cinco anos pelo mesmo caso, pediu 500.000 euros.
Briatore e Symonds também solicitaram a anulação das decisões tomadas pela FIA.
O veredicto será pronunciado no dia 5 de janeiro de 2010.
Em 24 de setembro, o Conselho Mundial da FIA baniu definitivamente Briatore de todas as competições automobilísticas por ter fomentado o acidente voluntário do brasileiro Nelsinho Piquet no Grande Prêmio de Cingapura de 2008.
O objetivo da manobra era favorecer Fernando Alonso, então companheiro de Nelsinho na Renault. A missão foi cumprida já que a batida de Piquet provocou a entrada do safety car, permtindo ao espanhol ultrapassar todos seus concorrentes e vencer a corrida.
A FIA eximiu Alonso de qualquer responsabilidade neste caso.
A FIA respondeu com sarcasmo às demandas de Symonds e Briatore. "Nelson Piquet Jr quis aparecer" ao lançar seu carro contra um muro, ironizou Jean-François Prat, o advogado da FIA. "Ele aceitou fazer isso porque queria que seu contrato de piloto fosse renovado na próxima temporada, e Flavio Briatore era justamente a pessoa encarregada destas questões", acrescentou.
A responsabilidade do italiano é, portanto, "evidente", sentenciou o advogado.
Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.