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McCain diz que avaliação de Obama sobre Iraque foi "reprovada"

Sex, 25 Jul, 05h17

Por Jeff Mason

DENVER (Reuters) - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, usou termos duros na sexta-feira para criticar as avaliações de seu rival Barack Obama sobre a guerra do Iraque e sua capacidade para ser o comandante-chefe das forças dos Estados Unidos.

Em discurso a veteranos de guerra no estratégico Estado do Colorado, McCain disse que o fato de ter apoiado o envio de reforços ao Iraque no ano passado -- ao contrário de Obama -- mostra que está mais preparado para comandar as forças militares.

"O senador Obama e eu enfrentamos uma decisão que equivaleu a um teste em tempo real para um futuro comandante-chefe", disse McCain. "A América passou no teste. Acredito que minha avaliação passou no teste. E acredito que a do senador Obama foi reprovada."

McCain, veterano da guerra do Vietnã, acusou Obama de usar as votações no Senado para tentar impedir a estratégia militar dos EUA, sempre prevendo a derrota militar.

"Quando seus esforços fracassaram, ele continuou a prever o fracasso das nossas tropas. Enquanto nossos soldados se preparavam para entrar em aldeias e bairros de Bagdá, o senador Obama previa que seus esforços iriam tornar a violência sectária no Iraque pior -- pior -- ao invés de melhor."

A opinião pública norte-americana em geral está descontente com a guerra do Iraque, mas seus adversários sempre rejeitam qualquer insinuação de que estão contra os compatriotas na linha de combate.

Em nota, a campanha de Obama disse que os dois candidatos "podem divergir a respeito da nossa estratégia no Iraque, mas estão unidos no seu apoio às nossas bravas tropas e no desejo de proteger esta nação".

"A constante insinuação do senador McCain em contrário não é digna da campanha que ele prometeu realizar ou da magnitude dos desafios que a nação enfrenta", acrescenta a nota.

Nesta semana, Obama esteve no Iraque e no Afeganistão, por sugestão de McCain, para conhecer melhor a realidade no terreno. McCain disse que mantinha sua oposição ao envio de reforços determinado pelo governo Bush no ano passado.

"Em retrospecto, tendo a oportunidade de escolher entre o fracasso e o sucesso, ele escolheu o fracasso. Não concebo um comandante-chefe fazendo tal escolha."

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