Sáb, 26 Jul, 01h42
GENEBRA (Reuters) - O setor manufatureiro norte-americano não irá apoiar um compromisso proposto nas conversações da Organização de Mundial do Comércio a menos que países em desenvolvimento como Brasil, Índia e China concordem em cortar fortemente tarifas chaves no setor industrial, afirmou um líder do setor neste sábado.
"Se eles não se comprometerem com alguns setores, eu não vejo maneiras de contornar isso", disse Frank Vargo, vice-presidente da Associação Nacional de Manufaturas, à Reuters um dia após um acordo elaborado por Pascal Lamy da OMC quebrar um impasse na demorada Rodada Doha.
Ministros do Comércio estão em Genebra tentando finalmente chegar a um acordo após sete anos de negociações sobre cortes de subsídios e tarifas em produtos agrícolas e industriais.
O setor manufatureiro norte-americano procura participar de forma decisiva nas considerações parlamentares de qualquer pacote da Rodada de Doha.
Montadoras e indústrias têxteis já alertaram que podem se opor a acordos.
O plano de compromisso para cortar todas as tarifas nos países em desenvolvimento é "tão fraco" que as indústrias norte-americanas só pode apoiar o pacote se os principais mercados emergentes se juntarem às negociações e cortarem para zero tarifas em setores específicos, como eletrônicos e maquinaria industrial, afirmou Vargo.
(Reportagem de Doug Palmer)
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