Sex, 01 Mai, 07h00
Por Fabián Andrés Cambero
CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desafiou na sexta-feira seu colega norte-americano, Barack Obama, a demonstrar com fatos sua vontade de promover mudanças nas relações de Washington com a América Latina, e rejeitou um relatório no qual os EUA criticam a atuação venezuelana na luta contra o terrorismo.
Chávez tinha péssima relação com o antecessor de Obama, George W. Bush, e tem dito que ninguém deve se iludir com o novo ocupante da Casa Branca.
Em discurso por ocasião do Dia do Trabalho, Chávez lançou novos ataques ao "império" e ao capitalismo, e reiterou o apelo para que Obama suspenda o embargo econômico a Cuba.
"Se o presidente Obama não desmonta o selvagem bloqueio ao povo cubano, tudo é mentira, tudo seria uma grande farsa, e aí teríamos (...) vivo, ameaçante o império norte-americano. Que deverá ser desmontado pelo povo dos Estados Unidos", afirmou.
Ele aproveitou também para desqualificar o relatório da véspera, em que os EUA incluem a Venezuela na lista de países que não colaboram suficientemente na luta contra o terrorismo.
"(Obama) diz que vem fazer mudanças (...). Não se trata de discursos nem de sorrisos, se trata de realidades, assim que rejeitamos categoricamente essa infâmia do governo Obama contra a Venezuela", disse Chávez a uma multidão nos arredores do palácio presidencial.
Chávez e Obama trocaram sorrisos e abraços na recente cúpula regional de Trinidad e Tobago. Além disso, a Venezuela é um importante fornecedor de petróleo para os EUA, que é também a maior origem das suas importações.
(Por Fabián Andrés Cambero)
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