Sáb, 04 Jul, 07h01
MOSCOU (Reuters) - Nove policiais chechênios enviados para reprimir um motim na vizinha república da Inguchétia foram mortos no sábado, a agência Interfax revelou, intensificando o ciclo de violência na região.
O líder chechênio Ramzan Kadyrov determinou que suas tropas atravessassem a fronteira para a Inguchétia para vingar o ataque suicida a bomba contra o representante do Kremlin na região, o líder Yunus-Bek Yevkurov, que está lutando por sua vida no hospital.
Os militantes atacaram um comboio das tropas de Kadyrov no sábado, disparando com armas automáticas e granadas em um dos ataques mais violentos na região do Norte do Cáucaso nos últimos anos.
O ministro do interior da Chechênia, Ruslan Alkhanov, prometeu retribuir o ataque.
O número de mortos pode chegar a 10, já que outros policiais foram feridos gravemente. Os carros do comboio, que carregavam 35 militares, foram abandonados em chamas enquanto as tropas chechênias tentaram retornar fogo nas florestas próximas.
O ataque suicida de 22 de junho contra o líder da Inguchétia levou o presidente russo Dmitry Medvedev a determinar que Kadyrov procurasse pelos militantes da Inguchétia, a primeira permissão para uma operação fora da Chechênia.
As duas regiões ficam no Norte do Cáucaso no sudeste da Rússia, onde o Kremlin está enfrentando uma revolta que se intensificou nos últimos meses, com ataques a autoridades de segurança locais.
"Nós não vamos ter prisioneiros, nós vamos destruí-los. Enquanto eles existirem haverá sangue", disse Kadyrov à Reuters após receber permissão para cruzar a fronteira.
As táticas severas de Kadyrov trouxeram estabilidade relativa à Chechênia desde que ele chegou ao poder em 2007 mais de uma década depois da guerra. Mas, seus colegas falharam em acabar com a violência no Daguestão e Inguchétia.
(Reportagem de Simon Shuster)
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