Qua, 07 Out, 01h58
Por Tim Hepher
PARIS (Reuters) - Companhias aéreas europeias estão cortando mais de 2 mil postos de trabalho e analisando a cobrança por bagagem, o que alimenta expectativas de transtornos durante o inverno no continente à medida que cresce a demanda.
A irlandesa Aer Lingus disse que deve cortar 676 empregos e congelar salários numa tentativa de sobreviver à pior recessão da indústria em décadas --e que deve custar globalmente às companhias aéreas 11 bilhões de dólares neste ano.
A notícia veio um dia depois de a British Airways anunciar planos de cortar o equivalente a 1.700 tripulantes, gerando a possibilidade de uma série de greves nos próximos meses.
"Os cortes de emprego parecem ser extremos e draconianos, e uma reação exagerada ao ambiente econômico difícil", afirmou o secretário nacional da Indústria do sindicato SIPTU, Gerry McCormack, que representa a equipe em terra da Aer Lingus.
Na Espanha, a Iberia informou que está considerando se vai cobrar dos passageiros por bagagens despachadas, corroborando uma prática inventada pelas companhias aéreas de baixo custo e que se difundiu entre tradicionais empresas dos Estados Unidos.
"Essa é uma tendência da indústria. Estamos estudando seriamente, mas até o momento não decididmos quando ou como faremos isso", disse uma porta-voz.
As companhias norte-americanas reajustaram os encargos por bagagem, embora analistas tenham apontado que a prática representa risco de redução do número de passageiros.
A associação de consumidores espanhola Facua adiantou que pode acionar a Iberia caso a companhia inicie a cobrança por bagagem.
"A lei obriga que a companhia inclua passagem e passageiro no preço do bilhete aéreo", disse o grupo.
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