Ter, 03 Nov, 06h27
MADRI (Reuters) - O escritor Francisco Ayala morreu nesta terça-feira aos 103 anos de idade, segundo informou a fundação que leva o seu nome.
"Ele morreu esta manhã em sua casa em Madri", disse à Reuters um porta-voz da fundação.
O premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, lamentou a morte do escritor e recordou seu legado.
"É um dos grandes humanistas de nosso tempo e um dos melhores espanhóis", disse.
"Sua obra, sua atitude e seu humor estão na memória de muitas gerações de espanhóis. Devemos honrá-lo, devemos recordá-lo e devemos tentar seguir seus passos", acrescentou Zapatero.
Ayala, membro da Real Academia Espanhola, recebeu o prêmio Cervantes em 1991 e o Príncipe de Asturias das Letras em 1998. Ele publicou seu primeiro livro, "Tragicomedia de un hombre sin espíritu", com apenas 19 anos.
Desde então escreveu dezenas de obras, novelas, estudos e ensaios --sobretudo de jurisprudência e sociologia-- assim como traduções de escritores como Thomas Mann, Rainer Maria Rilke ou Alberto Moravia.
Ayala é visto como um precursor da renovação da prosa espanhola de vanguarda e sua obra é considerada chave no estudo da memória histórica do país e dos intelectuais no exílio.
"Los usurpadores", "La cabeza del cordero" (ambas de 1949), "Muertes de perro" (1958), "El jardín de las delicias" (1971) e "Recuerdos y olvidos" (1982) são algumas de suas obras.
(Reportagem de Blanca Rodríguez)
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