Seg, 08 Fev, 10h30
CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, declarou nesta segunda-feira emergência elétrica devido à crise energética que obrigou o racionamento no fornecimento de luz no país, o que está atingindo sua popularidade.
O governo atribui a situação a uma persistente seca que esvaziou a gigantesca represa de El Guri, responsável por 70 por cento da geração de energia elétrica do país.
Contudo, alguns analistas e a oposição acreditam que a crise se deve a anos de falta de investimentos no setor e responsabilizam Chávez por não preparar o sistema para o aumento da demanda.
"Estamos prontos para decretar a emergência elétrica porque, na verdade, é uma emergência", disse Chávez em um programa transmitido pela rádio estatal.
O decreto de emergência permite ao governo acelerar a transferência de recursos para enfrentar o problema elétrico, cujo plano consiste na massificação das usinas termelétricas, no racionamento a empresas e particulares e no bombardeio de nuvens para provocar chuva em áreas estratégicas do país.
"Faço um chamado a todo o país, apaguem as lâmpadas. (Estamos diante) da maior seca que a Venezuela já teve em quase 100 anos", acrescentou o presidente, acompanhado do vice-presidente e dos ministros de Energia, de Eletricidade e de Finanças.
(Reportagem de Patricia Rondón Espín e de Enrique Andrés Pretel)
Média (Not Rated)
Copyright © 2010 Reuters Limited. Todos os direitos reservados. Republicação ou redistribuição do conteúdo produzido pela Reuters é expressamente proibido sem autorização prévia por escrito. A Reuters não se responsabiliza por nenhum erro de conteúdo ou atraso de sua distribuição, ou qualquer outra ação decorrente desta publicação.