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    Sete Brasil assina acordo para construção de embarcação

    DESTAQUES

    Antes mesmo de a Petrobras anunciar qual empresa será contratada para construir 21 navios-sonda para as perfurações no pré-sal, a Sete Brasil, uma das duas concorrentes, assinou um termo de acordo com a companhia Sembcorp Marine, de Cingapura, para a fabricação de uma embarcação. A Sembcorp é subsidiária do estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo.

    Pelo documento firmado com a Sembcorp, a Sete Brasil pagará US$ 792,5 milhões pelo navio-sonda, que será construído no estaleiro em Aracruz, município no Espirito Santo, ao norte da capital Vitória.

    A Petrobras, que em dezembro do ano passado cancelou a licitação que organizara seis meses antes, não quis se pronunciar sobre o acordo. Oficialmente, a Sete Brasil ainda disputa com a companhia Ocean Rig o direito de contratar a fabricação dos 21 navios-sonda. Com bancos e fundos de pensão, a petroleira é uma das sete sócias da Sete Brasil, com 10% de participação.

    O negócio foi revelado na madrugada de ontem em comunicado da Sembcorp Marine. "Esse é um marco muito significativo porque essa encomenda não apenas representa a primeira plataforma que nosso grupo está construindo para o Brasil, mas também é o primeiro projeto garantido pelo nosso estaleiro em Aracruz", afirmou Wong Weng Sun, presidente e executivo-chefe da empresa de Cingapura.

    O secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Marcio Felix, disse que esta será a primeira sonda de grande profundidade a ser entregue no Brasil. A Sete Brasil informou ter identificado no País demanda por sondas de águas ultraprofundas e fechou contrato mesmo antes do resultado, com o objetivo de ganhar tempo.

    Segundo a companhia, mesmo que não feche acordo com a Petrobras, outra petroleira certamente precisará da sonda para a exploração do pré-sal. Sua única concorrente disputa apenas um lote de cinco das 21 sondas. Nos bastidores, a Sete Brasil dá a contratação como certa. Em meados de dezembro, durante o lançamento da pedra fundamental do estaleiro, o presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah Kok Choon, antecipara que pretendia ser o primeiro a entregar uma sonda do tipo no Brasil.

    Além da negociação à margem do que vier a ser decidido pela Petrobras, a construção do navio-sonda esbarra em outra questão problemática: o estaleiro em Aracruz não existe. A pedra fundamental foi lançada em dezembro. A previsão é de que estará pronto no fim de 2014, um semestre antes da entrega da sonda.

    Assim, a construção da sonda ocorrerá simultaneamente à do estaleiro, o que pode gerar complicações e atrasos. A Sete conhece bem o problema, pois no ano passado a Petrobras a contratou para fabricar sete navios-sonda, lote inicial das 28 embarcações que a petroleira quer empregar no pré-sal. Para fabricar as embarcações, a empresa escolheu o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, também em construção. A fabricação das sondas está bastante atrasada. A seu favor, a Ocean alega que construiria as sondas em estaleiros já existentes e que entrega as encomendas no prazo.

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