Em metrópoles projetadas cada vez mais para o uso dos automóveis, são poucos os bravos que levantam a bandeira do cicloativismo como alternativa para desafogar o trânsito e reduzir os níveis de emissão de carbono. É aí que aparece o trabalho de ONGs (Organizações Não-Governamentais) como o Instituto CicloBR.
“Alguns amigos com uma causa em comum se reuniram para fundar o Instituto CicloBR (em 8 de agosto de 2009) de Fomento a Mobilidade Sustentável, que tem como missão trabalhar para que cada vez mais pessoas possam ter o direito de se deslocar sem a dependência dos insustentáveis motores, ou mesmo poder usar dignamente o transporte público, algo que no Brasil está longe de ser uma realidade”, explica André Pasqualini, um dos fundadores da marca “CicloBR”, surgida em 2001, com o amigo Claudio Nadaleto.
No começo era apenas um site para divulgar suas viagens de bicicleta. A interação natural com internautas do Brasil inteiro foi moldando os objetivos do site que a partir de 2004, passou a ser um canal de informações, levando aos ciclistas notícias sobre cicloviagens e ciclismo urbano. A tendência natural foi o fim da personificação do site e a migração para um canal coletivo de uso comum dos ciclistas, tornando inevitável o nascimento do Instituto CicloBR.
Hoje o Instituto que ainda está engatinhando, já contabiliza alguns feitos, como a organização do Evento Teste da Rota Cicloturística Marcia Prado, a organização do Festival CicloBR e a produção do Calendário CicloBR 2010 com o tema “Como nus sentimos”. Segundo Pasqualini, esses são os primeiros passos de um Instituto que quer crescer e trabalhar muito para o fomento da bicicleta e qualquer outro tipo de mobilidade sustentável.
Quem faz um ótimo trabalho em Brasília é a ONG Rodas da Paz. Em cinco anos, a Rodas da Paz conseguiu alguns avanços, como a redução do número de mortes de ciclistas no Distrito Federal, a elaboração do Programa Cicloviário, a aprovação de Leis, entre elas a Lei Distrital 3639 que determina a construção de ciclovias ou ciclofaixas em obras de construção ou reforma de qualquer via, e ainda a formação da Co-Cicilista, comissão do Ministério Público que tem por função analisar as atitudes do Poder Público em relação aos ciclistas e cobrar dele o cumprimento das leis.”
Por todas essas ações, a Ong já foi premiada três vezes. Em 2004, recebeu o Prêmio Denatran, em 2006, o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito e, em 2007, foi agraciada pelo Ministério Público do Distrito Federal com a Insígnia da Ordem do Mérito.
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