Descubra o Yahoo! com seus amigos

Explore notícias, vídeos e muito mais com base naquilo que seus amigos estão lendo e assistindo. Publique sua própria atividade e tenha controle total.

Para começar, primeiro

ATIVIDADES DE AMIGOS

    STF julga ação que pode endurecer lei Maria da Penha

    O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar hoje uma ação que poderá tornar mais complicada a situação dos homens que agridem as mulheres no ambiente doméstico. Para os ministros, a Lei Maria da Penha é constitucional. O julgamento não tinha terminado até o início da noite de hoje, mas a tendência era de que o tribunal concluiria que a abertura de ação criminal contra o agressor não está mais condicionada a uma representação da vítima.

    Antes do julgamento, para abrir um processo era necessária uma representação da mulher. Se ela fosse agredida, mas optasse por não denunciar o companheiro, nada podia ser feito. Agora, o Ministério Público poderá acionar o responsável pela agressão.

    Os ministros observaram que na maioria dos casos a mulher retirava a queixa após sofrer pressões psicológicas e econômicas por parte do agressor. Mas, com o entendimento adotado hoje pelo tribunal, essa pressão deixa de existir, na opinião dos integrantes do STF.

    "Se ela (mulher) não representar e houver a notícia crime por um vizinho que cansou de ouvir as consequências das surras domésticas, se terá a persecução deixando-se a mulher protegida porque o marido não vai poder atribuir a ela a existência da ação penal", disse o relator, Marco Aurélio Mello.

    No julgamento, os ministros reconheceram que existe uma desigualdade entre homens e mulheres, que a sociedade é machista e paternalista e que a lei é necessária para proteger o sexo feminino de agressões. "As agressões sofridas são significativamente maiores do que as que acontecem - se é que acontecem - contra homens em situação similar", afirmou o relator.

    A ministra Rosa Weber disse que exigir-se da mulher agredida que represente contra o agressor atenta contra a dignidade da pessoa humana. O ministro Luiz Fux afirmou que não é razoável a obrigatoriedade da representação por parte da mulher agredida. Segundo ele, isso até inibe que a mulher, já abalada emocionalmente pela violência, denuncie o companheiro.

    Uma das mais enfáticas no julgamento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que ela própria é vítima de preconceito. "Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira. Sofre! Há os que acham que aqui não é lugar de mulher", disse a ministra.

    Cármen Lúcia contou que quando está no carro oficial do tribunal nota olhares preconceituosos: "Na cabeça daquele que passa, estamos usurpando a posição de um homem. Imagina-se a esposa de alguém que deve estar trabalhando enquanto ela está fazendo compras." "A gente quer viver bem com os homens porque a gente gosta de homem. Queremos ter companheiros, não queremos ter carrascos", completou a ministra. "Quem bate não ama."

    Como você se sente ao ler este artigo?

     

    3 comentários

    • Roberto Cavalcanti  •  3 meses atrás
      Esse Renan é um "icapaz", teria sido melhor o seu silêncio.
    • Rafael  •  3 meses atrás
      muito bem, ministra!
      será q policiais q batem em pessoas d rua por covardia são acionáveis pelo ministério público também???
    • Renan AL  •  3 meses atrás
      melhor assim as mulheres são icapases de avaliar o seu proprio casamento.
    Carregando...
    Buscar

    YAHOO! BRASIL NO FACEBOOK