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    Suposto ataque de colonos deixa 3 carros queimados em localidade palestina

    Jerusalém, 11 jan (EFE).- Três carros palestinos foram queimados na madrugada passada em uma localidade do norte da Cisjordânia em um suposto ataque de colonos judeus radicais, que deixaram pichações no muro de uma mesquita próxima ao local.

    O incidente ocorreu na localidade de Deir Istiya, entre o assentamento judaico de Ariel e a cidade palestina de Nablus, disse à Agência Efe Micky Rosenfeld, porta-voz da Polícia israelense.

    Conforme o porta-voz, os agressores "queimaram três carros e na parede de uma mesquita escreveram em hebraico: 'Política de preços' e 'Gal Yosef', um território desalojado entre domingo e segunda-feira".

    O prefeito de Deir Istiya, Nazmi Salman, disse à imprensa local que testemunhas viram três pessoas em um carro com placa israelense em alta velocidade passando pela principal rua do local.

    "Pouco depois, perto da mesquita, os moradores viram três carros incendiados e no muro da mesquita a frase: 'Política de preços'", declarou.

    O ataque desta quarta-feira dá continuidade a uma longa lista de atentados similares cometidos em aldeias palestinas e contra bases militares israelenses nos últimos dois anos e que são atribuídos pelas autoridades israelenses a grupos radicais de colonos que se autodenominam "Tag Meir" ou "Política de preços".

    Esses grupos atuam geralmente em represália a ataques palestinos ou decisões das autoridades políticas israelenses contra a colonização do território palestino da Cisjordânia, como a retirada de moradores do pequeno território de Gal Yosef.

    O nome do grupo se refere à suposta lista de represálias ou de "preços a pagar" que elaborou para cada caso.

    Rosenfeld indicou que "especialistas da Polícia Científica estudaram nesta manhã os danos causados pelos autores", mas admitiu que "ainda não há suspeitos".

    A grande maioria desses atentados fica impune e apenas nas últimas semanas, após um ataque de colonos a uma base militar israelense, ocorreram dez detenções, todas relacionadas à perseguição e vigilância das forças militares israelenses na Cisjordânia.

    Segundo o jornal "Yedioth Ahronoth", os suspeitos contam com uma ampla rede de informantes dentro do Exército. EFE

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