As operações para a extração de combustível do navio "Concordia", naufragado há quinze dias diante da ilha de Giglio, foram suspensas neste sábado de manhã devido ao mau tempo, pouco depois da descoberta de outro corpo, o que eleva a 17 o número oficial de mortos no desastre.
As equipes de busca informaram às autoridades a descoberta de um corpo no interior do convés número 6, e as equipes especializadas já iniciaram os trabalhos para resgatar os restos, nessa parte submersa do navio.
A decisão de interromper as operações preliminares de bombeamento foi tomada por técnicos das empresas holandesa Smit e italiana Neri que têm a posse das válvulas de segurança dos orifícios de segurança abertos no casco do navio, na altura dos tanques de combustível. Levaram em conta o fato de o mar estar muito agitado, com ondas de mais de um metro de altura, e que isso poria em risco as atividades.
As equipes decidiram, então, retornar ao porto de Giglio na barcaça que lhes serve de base de trabalho, diante dos destroços do Concordia. As operações serão retomadas assim que o tempo permitir.
O bombeamento das 2.400 toneladas de combustível do tanque do Concordia deveriam ter começado neste sábado de manhã, mas ficou claro que não serão iniciadas antes de domingo.
A Defesa Civil manteve a busca pelos desaparecidos na manhã deste sábado.
O número ainda provisório de mortos na catástrofe, ocorrida na noite de 13 de janeiro, chega, agora, a 17, com 15 corpos já identificados, e 15 desaparecidos.
A meteorologia prevê mau tempo até terça-feira, pelo que parece difícil iniciar o bombeamento do combustível antes de meados da próxima semana, disse a jornalistas, na ilha de Giglio um funcionário da empresa Smit. A expectativa é de chuva para este domingo, com vento forte, o que poderá acarretar ondas de dois metros de altura.
O funcionário precisou que, após o início da operação, "será preciso cerca de duas semanas mais" para esvaziar os seis primeiros reservatórios que contêm 50% do combustível do navio.


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