Pouco conhecido pelos moradores, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no Quitandinha, em Petrópolis, é um dos maiores centros de Tecnologia da Informação do país. A escola, que oferece mestrados e doutorados na área desde 1980, é o sonho de qualquer profissional da computação e palco de pesquisas envolvendo computadores e áreas que abrangem de engenharia do petróleo a medicina assistida.
O doutorando Gregório Kappaun, de 25 anos, estuda no LNCC há três anos, dois deles voltados para finalizar seu projeto de mestrado. Atualmente, ele trabalha no desenvolvimento de ferramentas que auxiliarão pesquisadores a descobrir novos medicamentos.
- O LNCC recebe estudantes de diversas partes do Brasil e do mundo das mais diversas áreas. O intercambio de experiências e de métodos de estudos é muito bem-vindo. Na verdade, eu sou um dos poucos petropolitanos que estudam no laboratório - conta ele.
O ingresso nos cursos de mestrado e doutorado é feito sempre no começo do ano, e a seleção é bem puxada: inclui entrevistas, análise de currículo e provas. A maior parte dos estudantes recebe uma bolsa-auxílio do governo federal, para se dedicar completamente às pesquisas.
A fim de despertar o interesse dos adolescentes desde cedo, o laboratório promove também cursos de introdução, além das atividades científicas e de ensino em pós-graduação.
- Conquistar esse tipo de público é fundamental para o futuro da ciência no país e para o próprio processo de desenvolvimento educacional e da consciência cidadã. No ano passado, fizemos pela quinta vez consecutiva o Programa Fique Por Dentro, um ciclo de palestras mensal que aborda temas científicos decorrentes de estudos variados, como astronomia e ciências atmosféricas - explica o diretor do Laboratório Nacional, Pedro Leite da Silva Dias.


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