Washington, 11 jan (EFE).- O executivo-chefe da Apple, Tim Cook, recebeu um salário de US$ 900 mil e acumulou US$ 376 milhões em ações em 2011, ano em que sucedeu Steve Jobs na companhia, informou nesta quarta-feira o site oficial da empresa.
Ao salário de Cook se somam os US$ 14.700 que a Apple contribuiu para seu plano de aposentadoria e um bônus de US$ 1.820 para seu seguro de vida, segundo os documentos apresentados nesta segunda-feira pela companhia na Comissão da Bolsa de Valores (SEC, por sua sigla em inglês).
A imprensa americana especula a possibilidade de que se trate do executivo com a melhor remuneração de 2011 nos Estados Unidos, por causa do sólido pacote de ações que recebeu no mês da morte de Jobs, outubro de 2011.
Entretanto, embora os títulos que Cook herdou tenham hoje um valor de US$ 376 milhões, eles estão condicionados à permanência do empresário na Apple durante pelo menos uma década.
O executivo deverá esperar até 2016 para liquidar cerca da metade das ações, e até 2021 não poderá trocar a outra metade, segundo as restrições impostas pela companhia.
No total, Cook tem 1,36 milhões de ações restringidas, que somadas a seus 13.754 títulos regulares, têm um valor combinado de cerca de US$ 580 milhões, segundo os documentos.
Em novembro, a Apple concedeu a Cook um aumento em seu salário anual, até os US$ 1,4 milhões. Em comparação, Jobs recebeu um salário anual de US$ 1 milhão durante anos, embora possuísse cerca de US$ 5,5 milhões em ações, avaliadas atualmente em US$ 2,3 bilhões.
Apesar de sua sólida renda, o novo executivo-chefe da Apple não comprou uma casa própria até 2010, quando adquiriu um imóvel em Palo Alto (Califórnia) por US$ 1,9 milhões, uma quantidade considerada "modesta" para os preços dessa localidade, segundo informa a cadeia "CNN".
"Gosto de lembrar minhas origens, e estar em um ambiente modesto me ajuda a fazer isso. O dinheiro não é um estímulo que me motive", disse Cook certa ocasião, de acordo com o livro "Inside Apple" que será publicado dia 25 de janeiro.
Cook dirigiu a Apple a efeitos práticos desde janeiro de 2011, quando Jobs anunciou uma licença médica indefinida, e também esteve à frente da companhia em 2004 e 2009. EFE


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